Este ano a Feira de São Pedro apresenta um formato diferente. O que muda?
Vamos testar um modelo diferente, distribuído por dois fins de semana. Ao longo dos anos fomos recolhendo opiniões e sugestões e entendemos que fazia sentido experimentar este formato. A ideia é manter a feira empresarial, integrar espetáculos e iniciativas ao longo da semana e continuar a inovar sem perder a identidade da Feira de São Pedro.
Esta era uma reivindicação dos expositores?
Sim. Há uns anos realizámos um inquérito aos expositores e uma das sugestões mais apontadas foi precisamente a realização da feira em dois fins de semana. Não é uma mudança simples, porque a Feira de São Pedro sempre esteve associada a um modelo específico, mas considerámos importante testar esta possibilidade.
Quais são as vantagens deste formato?
Permite perceber como o público e os expositores reagem. O comércio, a indústria e as empresas evoluíram muito e hoje existe uma realidade diferente, com forte presença do digital. Além disso, as questões logísticas e a falta de recursos humanos são desafios cada vez maiores.
Os expositores têm sido recetivos ao novo modelo?
Sim. As naves estão praticamente preenchidas e restam apenas alguns espaços exteriores. Isso demonstra que as empresas continuam a ver a Feira de São Pedro como uma importante montra de divulgação e de negócio.
Caso o modelo não resulte, poderá haver alterações no futuro?
Naturalmente. Vamos avaliar os resultados e ouvir expositores e visitantes. O nosso compromisso é melhorar todos os anos. Se entendermos que são necessários ajustes, iremos fazê-los.
Como vai funcionar a dinâmica entre os dois fins de semana?
Em conjunto com o município preparámos várias iniciativas para manter a dinâmica da cidade. Haverá atividades culturais, institucionais e comunitárias, ligando a cidade à feira e valorizando também o Dia da Cidade, celebrado a 29 de junho.
A feira continua a ser importante para os negócios?
Sem dúvida. Muitas vezes, as feiras com menos afluência de público foram aquelas em que os expositores concretizaram mais negócios. Setores como a agricultura, o automóvel, o mobiliário e as energias renováveis continuam a encontrar aqui uma excelente oportunidade de contacto com potenciais clientes.
Há também novidades na área da restauração.
Sim. Vamos criar uma praça alimentar inspirada nos Santos Populares, com mesas comunitárias e um ambiente mais descontraído. Queremos proporcionar uma experiência diferente aos visitantes.
Quais as expectativas em termos de visitantes?
É sempre difícil fazer previsões. Existem muitos eventos a decorrer em simultâneo noutras regiões, mas acreditamos que a programação preparada para os dois fins de semana, com artistas para diferentes públicos, atividades familiares e a Noite da Rádio, ajudará a atrair visitantes.
Qual será o preço dos bilhetes?
A entrada será gratuita na Noite da Rádio. Nos restantes dias, o bilhete terá um custo de seis euros.





