Sábado, 6 de Junho de 2026
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Vandalismo na “Gruta de D. Mirra”

No sopé do monte de S. Leonardo em Galafura, as letras em cobre que indicavam o local onde a lenda diz ser habitado por uma moura encantada, foram todas furtadas. Ninguém sabe quem foi ou foram os autores da “gracinha”, mas o certo é que deixaram o lugar, muito procurado por turistas, sem qualquer informação […]

No sopé do monte de S. Leonardo em Galafura, as letras em cobre que indicavam o local onde a lenda diz ser habitado por uma moura encantada, foram todas furtadas. Ninguém sabe quem foi ou foram os autores da “gracinha”, mas o certo é que deixaram o lugar, muito procurado por turistas, sem qualquer informação da formidável gruta. A “Gruta de D. Mirra” é já um dos principais motivos de atracção daquele que é considerado um dos santuários paisagísticos do Douro. O furto terá tido a ver com a “febre” da procura do cobre, para venda, no “mercado negro”.

Apesar do furto, existe o interesse das instituições em colocar uma placa a indicar onde se encontra a “Moura Encantada”.

Refere a lenda que D. Mirra se passeia pelo mato que cobre o monte, em forma de serpente. À noite, recolhe-se na gruta, cuja entrada é guardada por dois dragões (“dois monstruosos lagartos”), à espera que um homem, jovem e valente, quebre o feitiço. A esperança e o fim do encantamento pode acontecer, quando, ao bater da meia-noite do primeiro dia de Janeiro, enfrentar e matar os dois dragões. Uma vez cumprida essa tarefa, a bela D. Mirra conhecerá, no silêncio da noite e à luz do luar, o seu libertador. Depois a pequena gruta abrir-se-á, mostrando a antecâmara de um luxuoso palácio subterrâneo, onde D. Mirra e o seu jovem príncipe viverão, felizes, para sempre.

 

Jmcardoso


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