“Em princípio, no dia de hoje, seguirá um contingente com cerca de seis dezenas de profissionais da GNR, da Proteção Civil, do INEM, do regimento de sapadores de bombeiros, da saúde, uma força multidisciplinar, com o apoio das nossas Forças Armadas”, disse Luís Neves aos jornalistas à margem da cerimónia militar de juramento de bandeira de 652 guardas provisórios da GNR em Portalegre.
A equipa portuguesa é composta por 27 elementos da GNR, 15 do regimento sapadores bombeiros de Lisboa, 10 elementos do INEM e 11 da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.
Segundo o ministro, nesta altura é preciso dar apoio ao povo venezuelano e aos portugueses que residem naquele país. Luís Neves avançou que Portugal vai também levar elementos da estrutura consular do Ministério dos Negócios Estrangeiros “para ainda dar mais apoio às pessoas”.
O ministro explicou que nesta altura “há questões burocráticas a tratar”, estando a missão portuguesa a desenvolver vários planos para avançar, nomeadamente verificar o local onde vai ficar o avião.
Questionado pelos jornalistas sobre se este é o contingente adequado para dar resposta no terreno, Luís Neves garantiu que Portugal está preparado para dar uma resposta mais musculada.
“Os contingentes são aqueles que são possíveis organizar, como sabemos há outros países, às vezes os meios a mais depois acabam por se atrapalhar e, portanto, há aqui uma preparação e, se necessário for, substituir as pessoas ou um reforço, portanto esta é uma primeira avaliação, Portugal está disponível, tem mais gente preparada, gente muito capacitada”, disse.
Luís Neves recordou que Portugal “ainda recentemente” esteve na Turquia com outro contingente de apoio, explicando que nestes casos “os meios têm de ser balanceados, equilibrados”, com aquilo que são as solicitações da Venezuela e dos países que “estão a aportar” esses meios.
“É um trabalho multinacional de apoio, de salvar vidas, de socorrer os feridos e, sobretudo, começar a partir deste momento a reconstrução daquilo que é um espaço vital e que passa, repito, por salvar vidas, integridade física, cuidar dos feridos”, acrescentou.
O ministro da Administração Interna sublinhou que este é também “um momento de comunhão” do povo português, tendo deixado uma palavra de “grande pesar, de grande solidariedade” ao povo venezuelano.
Pelo menos nove portugueses e lusodescendentes morreram nos sismos de quarta-feira na Venezuela. Portugal e outros sete países da União Europeia vão enviar equipas de busca e salvamento para a Venezuela.





