Para muitas empresas, o certame representa uma oportunidade para divulgar produtos e serviços, reforçar a proximidade com os clientes e manter uma presença ativa junto da comunidade.
Ao longo dos anos, a feira tem acompanhado as mudanças do mercado e das próprias empresas, mantendo-se como um espaço de encontro entre comerciantes, empresários e visitantes. Embora muitos expositores reconheçam que a realidade atual é diferente daquela que se vivia há uma ou duas décadas, a maioria continua a considerar importante marcar presença naquele que é um dos eventos mais emblemáticos do concelho e também da região de Trás-os-Montes.
Entre os expositores desta edição está a MACSoalho, empresa especializada em pavimentos de madeira, pavimentos flutuantes, portas, roupeiros, cozinhas e madeiras de interior. Com 24 anos de atividade, a empresa regressa à feira depois de um ano de interregno com o objetivo claro de reforçar a sua visibilidade junto dos clientes.
“Participamos mais para mostrar ao cliente que continuamos presentes no mercado”, afirma Manuela Seabra. A empresária explica que a participação em feiras faz parte da história da MACSoalho há mais de 15 anos, embora com algumas interrupções pontuais.
E não esconde que a feira mudou ao longo dos anos. “Já foi uma feira boa, agora não se faz tanto negócio”, refere, sublinhando que, atualmente, a presença no certame está mais associada à promoção da empresa do que à concretização de negócios imediatos.
Ainda assim, Manuela Seabra considera que a participação continua a fazer sentido, sobretudo porque permite reencontrar clientes antigos e manter a marca presente na memória dos consumidores. “Muitas das vezes o cliente passa e lembra-se que já lhe fizemos algum trabalho. No fundo, participamos para mostrar que ainda estamos no mercado”, explica.
Nesta edição, a Feira de São Pedro apresenta um formato diferente, distribuído por dois fins de semana. Embora admita alguma curiosidade relativamente aos resultados desta mudança, a empresária reconhece que os dias intermédios costumavam ser menos atrativos para os expositores. “Segunda, terça e quarta eram dias muito fracos. Não compensava minimamente estar exposto”, confessa, esperando que o novo formato “quebre alguma dessa monotonia”.
A proximidade dos 25 anos de atividade representa também um marco importante para a empresa. Ao olhar para o percurso realizado, Manuela Seabra destaca a estabilidade alcançada ao longo de mais de duas décadas. “Estamos há 24 anos abertos com o mesmo contribuinte. Isso se calhar já quer dizer alguma coisa”, afirma.
“Participamos mais para mostrar ao cliente que continuamos presentes no mercado”
Manuela Seabra – MAC Soalho
Quanto às expectativas para esta edição, a empresária é ponderada, porque “não tenho grande expectativa, sinceramente”. Este ano, a empresa optou por um espaço mais reduzido, sobretudo devido ao elevado volume de trabalho que tem atualmente em curso.
Outro dos expositores históricos da Feira de São Pedro é a Ramírez, representada por Miguel Plácido, diretor comercial da empresa. Presente no certame desde a primeira edição, a marca assume-se como um dos participantes mais antigos e considera a feira um espaço importante para afirmar a sua ligação ao território.
Apesar de reconhecer que a realidade dos eventos comerciais mudou, Miguel Plácido sublinha que a presença em Macedo de Cavaleiros continua a ter um valor estratégico, admitindo que a participação na feira passa, sobretudo, “pela proximidade e pelo reforço da marca junto da comunidade”.
Sobre a evolução do evento ao longo dos anos, o diretor comercial reconhece que a feira tem perdido algum dinamismo. “De ano para ano tem perdido um bocadinho o seu fulgor”, considera, embora admita que o novo formato, com dois fins de semana, poderá trazer resultados diferentes, que “terão de ser avaliados”.

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