Entre os participantes, o sentimento foi unânime. A procissão continua a ser uma tradição essencial para a identidade da comunidade. Diana Santos considera que esta é “uma das procissões mais bonitas da região” e garante que participa sempre que pode. Para si, esta celebração não pode desaparecer, pois a sua perda significaria também a perda de parte da identidade local. “É mau para toda a gente”, afirma, referindo-se tanto aos responsáveis pela organização como à população.
Outra das fiéis entrevistadas explicou que, enquanto a saúde permitiu, participava ativamente na novena, na missa e nas restantes celebrações religiosas. Atualmente, devido à idade e às dificuldades de mobilidade, limita-se a assistir aos momentos principais. Ainda assim, diz manter uma profunda devoção ao Senhor Jesus do Calvário. “Sou uma mulher de muita fé. Estas procissões nunca podem acabar”, sublinha.
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