Bombos mostram que é possível inovar e manter a tradição

A Associação Cultural e Recreativa (ACR) Águias da Lage foi fundada há 25 anos na aldeia que lhe dá nome, que fica na União de Freguesias de Mouçós e Lamares, num percurso com altos e baixos, mas que vive agora um dos melhores momentos desde a sua fundação, com um grupo cheio de vontade de dar outra imagem dos grupos de bombos, mas mantendo a identidade.

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Logo Bombos da LageFundação:
2001
MEMBROS NOS BOMBOS:
25

Nasceu pela vontade do pai de António Lameirão, que depois de ter decidido sair, abraçou este projeto, que não tem parado de surpreender.

“A história começou com o meu pai, que decidiu criar um grupo de bombos. Um dia pegou na carrinha e foi ao Porto comprar o material para formar um grupo de bombos. Na altura, gastou cerca de mil contos (5 mil euros). Quando chegou à aldeia, todos se juntaram e comparticiparam os bombos e a partir daí foi criado o grupo”, conta António Lameirão, que está à frente da associação há 12 anos. “O meu pai gostava muito de bombons e fundou o grupo aqui na Lage. Ele tem 76 anos, ainda acompanha, mas pouco. Também gosto de estar no grupo, que é para mim uma segunda família”.

Após 25 anos desde a sua fundação, o percurso tem sido sempre a subir em qualidade. “O grupo está cada vez melhor, em que contamos com a colaboração de mais gente, o que acaba por ser magnífico para a aldeia”, sublinha o presidente, adiantando que a qualidade está no facto de a maioria dos elementos do grupo estudar música. “Tentamos tocar o tradicional, com inovação, introduzindo sonoridades novas”.

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