O presidente do SC Vila Pouca, Hugo Pinto, afirmou aos jornalistas que “a SAD queria desenvolver um projeto através de pessoas capazes e com um passado relevante”. Por isso, “a escolha recaiu no mister Carlos Pires”, que “gostou do que propusemos e está aqui para nos ajudar nesta caminhada de profissionalizar o clube”.
Já Carlos Pires, assume que o seu objetivo é “crescer como treinador e ajudar o SC Vila Pouca”. O novo treinador do clube aguiarense destaca que a SAD lhe deu “todas as condições para fazer um bom trabalho e deu-me apoio, porque sem isso não vinha. Ou sem acreditar em mim”.
As mudanças já começaram, sublinha o técnico, apesar de ainda serem nas instalações. “Já fiz algumas modificações. No nosso gabinete, vão ser feitas no balneário, mas o importante é os jogadores sentirem essas modificações”.
Os jogadores “têm de sentir que o projeto é válido”, acrescenta Carlos Pires, afirmando que esteve presente no último jogo, que colocou frente a frente o Vila Pouca e o Juventude de Pedras Salgadas, e viu “certas coisas que já não via há muitos anos”. Desta forma, quer “trabalhar em conjunto” com a equipa, não podendo “haver pessoas que remam para um lado e outros para outro. Podemos perder, mas se estivermos organizados vamos estar mais perto de ganhar”.
O novo treinador do SC Vila Pouca explica que tem o objetivo traçado para a sua equipa. “Venho com ambição, sei o que quero, sei o que as pessoas me deram e o que pedi. O meu discurso é muito direto: quero ganhar”, realça o treinador.
Sobre o plantel, Carlos Pires diz que não fez nenhum pedido de jogadores, querendo perceber, primeiro, o que podem dar os jogadores. “Se depois, achar que tenho de mandar embora um, dois, três ou quatro (jogadores), tenho carta verde para o fazer”, realça. “No nosso projeto, trabalha quem quer trabalhar, quem não quiser estar cá, não faz falta”, assume.
Carlos Pires passa, assim, a liderar a equipa técnica que é constituída pelo treinador adjunto Paulo Gonçalves, o treinador adjunto e preparador físico Paulo Chaves, além de Alex Vila Nova, como treinador de guarda-redes, Rafael Reis, como analista, e Teófilo Mesquita, como coordenador operacional.
O treinador sucede a Nuno Perdigão, que estava à frente da equipa como treinador interno, depois da saída de Carlos Guerra logo à segunda jornada do campeonato distrital.
O Vila Pouca é nono classificado da Divisão de Honra da AFVR, com sete pontos conquistado em quatro jogos, fruto de duas vitórias e um empate.



