Sábado, 6 de Junho de 2026

Vila Real 0 | Régua 1

Numa tarde de chuva no Monte da Forca, o Régua surpreendeu o Vila Real e levou para casa os três pontos. Com um esquema tático irrepreensível, os reguenses travaram todas as investidas dos locais, fruto de dois blocos defensivos baixos, que não permitiram grandes veleidades ao atual líder da classificação. Apesar dos alvinegros terem muito mais posse de bola, as situações de golo até foram repartidas, com os forasteiros a estreitarem sempre o contra-ataque, que colocava a defesa da casa em constante alerta. O único golo do encontro apareceu ao minuto 85, num lance rápido de contra-ataque, muito bem finalizado por João Pinto.

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Depois de uma fase muito positiva, com boas exibições e bons resultados, desta vez o Vila Real averbou a terceira derrota na prova, fruto da sua incapacidade ofensiva e de um Régua muito personalizado e com a lição bem estudada, não dando grande espaço ao adversário para explanar o seu futebol. O primeiro remate à baliza saiu dos pés de Márcio, com Nené a segurar sem dificuldades. Com os caminhos bem fechados para a baliza reguense, o Vila Real tentava o remate de longe, mas nem sempre com a melhor direção. Só depois da meia hora, o jogo ganhou mais emotividade e esteve perto o primeiro golo, mas Nené não facilitou e defendeu com os pés o remate de Silva. Resposta pronta dos locais, com Miguel, solto na área, a rematar à figura do guarda-redes Bolinha. Dois minutos volvidos, Carreira apareceu ao segundo poste mas o remate acabou desviado por um defesa visitante. Ao intervalo, o nulo espelhava um fraco espetáculo de futebol nestes primeiros 45 minutos.

Na segunda parte, o jogo foi mais movimentado mas as oportunidades de golo não foram muitas. Apesar de ter ainda mais posse de bola, o Vila Real não conseguia entrar com perigo no último reduto adversário, uma vez que o Régua defendida muito bem e não deixava espaços atrás das suas costas. E sempre que podia não descurava o contra-ataque. Num desses lances rápidos, João Nuno tenta o chapéu a Nené mas a bola saiu por cima da trave. Como parecia difícil entrar na área reguense, os jogadores da casa tentaram o remate longo, mas nem assim incomodaram Bolinha, já que a pontaria esteve para esquecer. Aos 62’, Carreira vai à linha, cruza tenso para a área, com um defesa visitante a aliviar da zona perigosa. Abel Ferreira arriscou tudo na frente e, aos 82’, aconteceu a melhor ocasião do encontro para o Vila Real, mas Miguel falhou na cara de Bolinha, com o remate a sair a milímetros do poste. Como quem não marca, arrisca-se a sofrer, num lance típico de contra-ataque, João Nuno ganha em velocidade a Carreira, cruza para o segundo poste onde aparece o outo João, o Pinto, a rematar à meia-volta para o fundo da baliza. A bola ainda bateu no poste, mas acabou por entrar e assim estava consumada a terceira derrota do líder na prova. Em tempo de compensação, Fred ainda introduziu a bola na baliza, mas o assistente marcou posição irregular do central alvinegro.

Num jogo nem sempre bem jogado, venceu a equipa que foi mais forte a nível tático, perante um Vila Real que não esteve tão avassalador como já demonstrou em outros jogos. O estado do terreno também não explica tudo.

No domingo, o Vila Real tem uma deslocação complicada ao reduto do Ribeira de Pena. Já o Régua recebe a visita do Mondinense.

 

As reações dos treinadores

 

Abel Ferreira, treinador do Vila Real

“Nem sempre ganham os melhores”

O técnico vila-realense ficou desiludido com a derrota mas realçou que os jogadores tudo fizeram para conquistar outro resultado. Mas, no futebol, nem sempre ganha o melhor.

“Um terreno de jogo difícil que dificultou em muito a nossa tarefa e um Régua que apareceu aqui com um bloco sempre baixo, apostando sempre no nosso erro. Tivemos 70 por cento de posse de bola mas isso não foi suficiente para ganhar o jogo. Não tenho nada a apontar aos jogadores, que correram e lutaram por outro resultado. Arriscamos tudo mas o golo, infelizmente, não apareceu. Depois, num lance rápido de contra-ataque o Régua fez o golo da vitória e por isso está de parabéns. Nós não fomos competentes e não conseguimos o nosso objetivo, que passava obviamente pela vitória. Nós fomos a melhor equipa dentro de campo, mas, no futebol, nem sempre ganham os melhores”.

As baterias já estão apontadas para o próximo jogo em Ribeira de Pena. “Temos uma vantagem confortável para este adversário e vamos querer mantê-la, por isso só a vitória nos interessa. É um terreno pelado, mas nós estamos preparados e vamos procurar a felicidade que nos faltou neste jogo”.

 

JOÃO VALENTE, treinador do Régua

“Fomos perfeitos em termos táticos”

Obviamente satisfeito com a prestação da sua equipa, o técnico vitorioso referiu que a sua equipa mereceu inteiramente estes três pontos.

“Foi uma boa vitória, inteiramente justa, pois estivemos muito bem taticamente. Jogamos com um bloco baixo e aproveitamos sempre para sair com transições rápidas para o ataque, onde criamos algumas boas situações para marcar. Pelo futebol aqui demonstrado, acho que o Régua merecia estar com mais pontos porque tem sempre esta atitude e este caráter. Hoje, fomos perfeitos em termos táticos e a qualidade dos nossos jogadores no último terço do terreno fez a diferença”.

 

Ficha Técnica

 

Jogo disputado no Complexo Desportivo do Monte da Forca.

Árbitro: Célia Santos.

Auxiliares: Mauro Henriques e António Coelho.

VILA REAL – Nené, Carreira, Fred, Peixoto (César, 72’), Zé Diogo (Paulinho, 72’), Francis (Dioguinho, 57’), Schuster, Leandro, Rui e Miguel.

Suplentes não utilizados: Marcelo, Beja, Tiago e Luís Carlos.

Treinador: Abel Ferreira.

RÉGUA: Bolinha, Vítor Valente, Patrick, Daniel Valente, Roque, Silva, Zé Pedro (João Pinto, 70’), Cristiano, João Nuno (Alex, 95’), Márcio e António (Fisga, 90’).

Suplentes não utilizados: Osório, Hélder, Décio e Zério.

Treinador: João Valente.

Ao intervalo: 0 – 0.

Marcador: João Pinto (85’).

Cartões amarelos: Daniel Valente (25’), Cristiano (43’), Silva (48’), Fred (54’), Márcio (62’), João Nuno (64’), Peixoto (66’), Zé Pedro (70’), António (74’), César (79’), Vítor Valente (96’).

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