Depois de uma fase muito positiva, com boas exibições e bons resultados, desta vez o Vila Real averbou a terceira derrota na prova, fruto da sua incapacidade ofensiva e de um Régua muito personalizado e com a lição bem estudada, não dando grande espaço ao adversário para explanar o seu futebol. O primeiro remate à baliza saiu dos pés de Márcio, com Nené a segurar sem dificuldades. Com os caminhos bem fechados para a baliza reguense, o Vila Real tentava o remate de longe, mas nem sempre com a melhor direção. Só depois da meia hora, o jogo ganhou mais emotividade e esteve perto o primeiro golo, mas Nené não facilitou e defendeu com os pés o remate de Silva. Resposta pronta dos locais, com Miguel, solto na área, a rematar à figura do guarda-redes Bolinha. Dois minutos volvidos, Carreira apareceu ao segundo poste mas o remate acabou desviado por um defesa visitante. Ao intervalo, o nulo espelhava um fraco espetáculo de futebol nestes primeiros 45 minutos.
Na segunda parte, o jogo foi mais movimentado mas as oportunidades de golo não foram muitas. Apesar de ter ainda mais posse de bola, o Vila Real não conseguia entrar com perigo no último reduto adversário, uma vez que o Régua defendida muito bem e não deixava espaços atrás das suas costas. E sempre que podia não descurava o contra-ataque. Num desses lances rápidos, João Nuno tenta o chapéu a Nené mas a bola saiu por cima da trave. Como parecia difícil entrar na área reguense, os jogadores da casa tentaram o remate longo, mas nem assim incomodaram Bolinha, já que a pontaria esteve para esquecer. Aos 62’, Carreira vai à linha, cruza tenso para a área, com um defesa visitante a aliviar da zona perigosa. Abel Ferreira arriscou tudo na frente e, aos 82’, aconteceu a melhor ocasião do encontro para o Vila Real, mas Miguel falhou na cara de Bolinha, com o remate a sair a milímetros do poste. Como quem não marca, arrisca-se a sofrer, num lance típico de contra-ataque, João Nuno ganha em velocidade a Carreira, cruza para o segundo poste onde aparece o outo João, o Pinto, a rematar à meia-volta para o fundo da baliza. A bola ainda bateu no poste, mas acabou por entrar e assim estava consumada a terceira derrota do líder na prova. Em tempo de compensação, Fred ainda introduziu a bola na baliza, mas o assistente marcou posição irregular do central alvinegro.
Num jogo nem sempre bem jogado, venceu a equipa que foi mais forte a nível tático, perante um Vila Real que não esteve tão avassalador como já demonstrou em outros jogos. O estado do terreno também não explica tudo.
No domingo, o Vila Real tem uma deslocação complicada ao reduto do Ribeira de Pena. Já o Régua recebe a visita do Mondinense.
As reações dos treinadores
Abel Ferreira, treinador do Vila Real
“Nem sempre ganham os melhores”
O técnico vila-realense ficou desiludido com a derrota mas realçou que os jogadores tudo fizeram para conquistar outro resultado. Mas, no futebol, nem sempre ganha o melhor.
“Um terreno de jogo difícil que dificultou em muito a nossa tarefa e um Régua que apareceu aqui com um bloco sempre baixo, apostando sempre no nosso erro. Tivemos 70 por cento de posse de bola mas isso não foi suficiente para ganhar o jogo. Não tenho nada a apontar aos jogadores, que correram e lutaram por outro resultado. Arriscamos tudo mas o golo, infelizmente, não apareceu. Depois, num lance rápido de contra-ataque o Régua fez o golo da vitória e por isso está de parabéns. Nós não fomos competentes e não conseguimos o nosso objetivo, que passava obviamente pela vitória. Nós fomos a melhor equipa dentro de campo, mas, no futebol, nem sempre ganham os melhores”.
As baterias já estão apontadas para o próximo jogo em Ribeira de Pena. “Temos uma vantagem confortável para este adversário e vamos querer mantê-la, por isso só a vitória nos interessa. É um terreno pelado, mas nós estamos preparados e vamos procurar a felicidade que nos faltou neste jogo”.
JOÃO VALENTE, treinador do Régua
“Fomos perfeitos em termos táticos”
Obviamente satisfeito com a prestação da sua equipa, o técnico vitorioso referiu que a sua equipa mereceu inteiramente estes três pontos.
“Foi uma boa vitória, inteiramente justa, pois estivemos muito bem taticamente. Jogamos com um bloco baixo e aproveitamos sempre para sair com transições rápidas para o ataque, onde criamos algumas boas situações para marcar. Pelo futebol aqui demonstrado, acho que o Régua merecia estar com mais pontos porque tem sempre esta atitude e este caráter. Hoje, fomos perfeitos em termos táticos e a qualidade dos nossos jogadores no último terço do terreno fez a diferença”.
Ficha Técnica
Jogo disputado no Complexo Desportivo do Monte da Forca.
Árbitro: Célia Santos.
Auxiliares: Mauro Henriques e António Coelho.
VILA REAL – Nené, Carreira, Fred, Peixoto (César, 72’), Zé Diogo (Paulinho, 72’), Francis (Dioguinho, 57’), Schuster, Leandro, Rui e Miguel.
Suplentes não utilizados: Marcelo, Beja, Tiago e Luís Carlos.
Treinador: Abel Ferreira.
RÉGUA: Bolinha, Vítor Valente, Patrick, Daniel Valente, Roque, Silva, Zé Pedro (João Pinto, 70’), Cristiano, João Nuno (Alex, 95’), Márcio e António (Fisga, 90’).
Suplentes não utilizados: Osório, Hélder, Décio e Zério.
Treinador: João Valente.
Ao intervalo: 0 – 0.
Marcador: João Pinto (85’).
Cartões amarelos: Daniel Valente (25’), Cristiano (43’), Silva (48’), Fred (54’), Márcio (62’), João Nuno (64’), Peixoto (66’), Zé Pedro (70’), António (74’), César (79’), Vítor Valente (96’).




