É caso para dizer que à boa escolha da administração do Palace Hotel se juntou a arte e o saber do enólogo Carlos Agrellos, nascendo assim um produto de referência que ficará para sempre ligado à história desta unidade hoteleira. Ao mesmo tempo, foi uma distinção para o Douro ao ser escolhido um dos seus muitos vinhos.
O “Colheita do Centenário” será um vinho com história onde o processo evolutivo em termos qualitativos será sempre uma agradável surpresa. “A ideia do vinho centenário nasceu quando comemoramos, em outubro de 2010, os cem anos da nossa unidade hoteleira. À data, quisemos associar um produto com perenidade e afirmação. Então surgiu com naturalidade este vinho do Douro, exclusivo para o hotel”, contou, ao Nosso Jornal, Rui Ferreira, administrador do Vidago Palace Hotel.
Por sua vez, o enólogo Carlos Agrellos, da empresa Durham-Agrellos, explicou que o “Centenário”, um vinho típico do Douro, tem aromas fortes com cerca de 14 graus e foi vinificado na adega da Quinta do Espinhal de Baixo, junto ao Douro, na zona de Ferrão (Sabrosa). “É uma grande colheita de 2010, tem 50 por cento de touriga nacional e doze castas de vinhas velhas, um facto que lhe empresta complexidade, com um longo caminho para envelhecer. Teve um estágio cerca de doze meses em barrica nova de carvalho francês”, acrescentou.
Ao todo foram produzidas exclusivamente 1333 garrafas numeradas e seis foram reservadas para o Conselho da Administração da UNICER. Uma outra particularidade relacionada com esta iniciativa é que a garrafa nº 100 nunca será vendida. O vinho constará da carta de vinhos e estará disponível para venda aos clientes do hotel.
A Quinta do Espinhal de Baixo é um dos mais recentes projetos vitivinícolas de qualidade da região do Douro. A propriedade foi adquirida em 1991, tem uma área aproximada de 16 hectares, sendo 10,7 de vinha plantada (80 por cento castas tintas e restantes brancas) e produz cerca de 35.000 litros de vinho, recorrendo aos mais avançados processo tecnológicos. A presença de 19 castas (algumas raras), nos socalcos debruçados sobre o Douro, empresta aos vinhos particularidades organolépticas apreciadas nos mercados nacionais e internacionais.
De sublinhar que, o nome comercial dos vinhos é “MARKA” em homenagem a MARjorie KAthleen Durham Agrellos que, em vida, foi uma grande impulsionadora deste projeto. Simultaneamente, o gosto da família pela música é espelhado no logótipo da empresa que derivou de uma clave de sol.




