Formam a vasta rede dos cuidadores informais, uma força invisível que representa cerca de 13% da população e constituem a espinha dorsal dos cuidados prestados no domicílio.
Cuidar de alguém em casa é a forma de maior proximidade humana, a mais digna e afetiva de acompanhar o envelhecer ou enfrentar a doença. Contudo, este compromisso, movido por amor, exige entrega contínua, marcada por responsabilidades diárias, quantas vezes de amarga solidão, cansaço físico e desgaste emocional. A sobrecarga, a ansiedade e as alterações do sono com frequência afetam a saúde de quem cuida, comprometendo a qualidade dos cuidados.
Perante estes desafios, o Estatuto do Cuidador Informal, resultado da parceria entre a Saúde e a Segurança Social, representa um avanço importante tanto no reconhecimento da sua ação como no apoio a quem cuida. Embora não resolva todas as dificuldades, o Estatuto ajuda a conciliar o papel de cuidador com a vida pessoal, oferece medidas adicionais quantas vezes essenciais tais como períodos de descanso, acompanhamento profissional e acesso à informação sobre direitos e apoios.
Neste contexto, a UCC Mateus assume um papel ativo também no domicílio do utente e reconhece o cuidador informal como um parceiro essencial na continuidade dos cuidados. Promove a capacitação prática, garante o apoio contínuo e incentiva a implementação de estratégias para prevenir complicações e promover o autocuidado de quem cuida.
Cuidar poderá representar um peso acrescido, mas não tem de ser um fardo. Pode e deve ser assumido como um ato de amor, com dignidade e entrega. Valorizar o Estatuto do Cuidador é garantir justiça no presente e dignidade no futuro.
Se cuida de alguém, informe-se na sua UCC ou na Segurança Social. Porque cuidar de si é também cuidar melhor de quem ama.





