Estima-se que a maioria das pessoas sexualmente ativas terão contacto com o vírus em algum momento da vida, muitas vezes sem sequer saber.
Estão descritos mais de 200 tipos de HPV. Alguns são considerados de baixo risco e podem causar verrugas genitais, enquanto outros, de alto risco, estão associados ao aparecimento de vários tipos de cancro, como o cancro do colo do útero, ânus, pénis e orofaringe.
Quanto à transmissão, esta ocorre através do contacto pele com pele, durante relações sexuais vaginais, anais ou orais. Ao contrário do que muitas vezes se pensa, não é necessário existir penetração para haver contágio.
Na maioria dos casos, a infeção por HPV não causa sintomas e desaparece sem necessidade de tratamento. No entanto, em alguns casos, o vírus pode persistir, provocando alterações nas células ao longo dos anos. Por este motivo, é fundamental manter vigilância através do rastreio.
Segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS), nas mulheres, o rastreio do cancro do colo do útero é realizado através do teste de HPV de alto risco, entre os 30 e os 69 anos inclusive.
Em Portugal, a vacinação contra o HPV foi introduzida em 2008 no Plano Nacional de Vacinação (PNV), inicialmente destinada a raparigas de 13 anos. Posteriormente, a idade foi antecipada para os 10 anos, com alargamento do acesso até aos 18 anos. Em 2020, passou também a incluir os rapazes nascidos a partir de 2009. Mais recentemente, a partir de abril de 2026, a DGS alargou a vacinação gratuita até aos 26 anos, abrangendo mulheres e homens. Esta medida destina-se sobretudo a pessoas que não foram vacinadas na idade recomendada. Assim, prevenir o HPV está ao alcance de todos. Informar, vacinar e rastrear pode fazer a diferença entre a doença e a saúde.
Para mais informações, consulte o seu médico ou o serviço de saúde local.



