Inaugurado a 7 de maio de 2016, o Túnel do Marão tem-se afirmado como uma infraestrutura essencial para a mobilidade entre o litoral e o interior norte, contribuindo para a coesão territorial e para o desenvolvimento económico da região de Trás-os-Montes e Alto Douro.
Com cerca de 5,6 quilómetros de extensão, liga Amarante a Vila Real, atravessando a serra do Marão.
Dados da Infraestruturas de Portugal (IP) indicam que já foi utilizado por mais de “45 milhões de veículos”, desde que abriu.
Além disso, “não há registo de vítimas mortais ou feridos graves” no interior do túnel.
Em 2025 registou-se uma “média superior a 17 mil veículos por dia”, revela a IP, sustentando que os números confirmam uma tendência de “crescimento sustentado nos últimos quatro anos”, após o levantamento das restrições associadas à pandemia.
A empresa sustenta que o túnel representa um “marco da engenharia nacional”, tanto pela complexidade técnica da sua construção como pelas soluções implementadas em matéria de segurança, ventilação, iluminação e monitorização operacional. “A infraestrutura é composta por duas galerias unidirecionais, cada uma com duas vias, e está equipada com sistemas de videovigilância, deteção automática de incidentes, postos SOS e centros de controlo operacional, garantindo elevados padrões de segurança e fiabilidade”.
O túnel foi um dos troços da Autoestrada 4 com portagens. Segundo dados de 2023 da IP, as receitas com portagens atingiram os 13,4 milhões de euros.
Entretanto, as portagens no Túnel do Marão foram abolidas a 1 de janeiro de 2025, após um projeto de lei apresentado pelo PS e aprovado com os votos favoráveis dos socialistas, Chega, Bloco de Esquerda, PCP, Livre e PAN, com a abstenção da IL e os votos contra do PSD e CDS-PP. A lei foi promulgada pelo presidente da República em julho de 2024.
De acordo com informação da IP, se em 2024 passaram pelo túnel 15.795 veículos quando ainda havia portagens, em 2025, já sem portagens, houve um aumento do tráfego para 17.560 veículos, ou seja, foram mais 1.765 veículos a passar na infraestrutura após abolição das portagens.
Recorde-se que a sua entrada em funcionamento permitiu substituir o antigo traçado pela Serra do Marão, caracterizado por condições geométricas exigentes e elevada sinistralidade, “reduzindo significativamente os tempos de percurso e melhorando a segurança rodoviária”, sustenta a IP, acrescentando que, ao longo da última década, o Túnel do Marão tem desempenhado um “papel estratégico” na rede rodoviária nacional, “reforçando a ligação entre regiões, facilitando a circulação de pessoas e mercadorias e contribuindo para a valorização económica do território”.





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