Paula Couto é de Amarante e trabalha no hospital há 18 anos. Ainda se lembra quando a alternativa que tinha para se deslocar para o emprego era apenas o Itinerário Principal (IP) 4.
Como a rede de transportes públicos pouco ou nada funciona para a sua vida profissional, Paula tem de fazer a viagem no seu próprio carro, “uma vez que não há transportes públicos às horas que eu preciso”.
Quando não havia túnel, em média, demorava 45 minutos de casa até ao hospital, agora é muito mais rápido e seguro. “Foi muito bom para a minha vida profissional. Quando vinha pelo IP4 conseguia ter uma previsão, mas não tão certa como agora”.
“Demorava cerca de 45 minutos, agora em 25 minutos coloco-me de Amarante a Vila Real”.
Antes tinha de passar a serra, numa via mais estreita e menos segura. “Havia maior perigo e acidentes. Além de ter reduzido o tempo da viagem, conseguimos ter uma certeza muito maior do tempo que vamos demorar a chegar”, revela Paula Couto.
Antes havia mais acidentes e com maior gravidade. “Quando apanhávamos camiões e autocarros, não podíamos ultrapassar. Agora é muito diferente e para muito melhor”.
Cristiana Carvalho mora em Amarante e é funcionária do hospital de Vila Real. Para vir trabalhar, utiliza diariamente o túnel, que é uma boa alternativa ao que existia antigamente. “É mais rápido e seguro”.
Não era utilizadora do IP4, uma vez que esteve muito tempo a trabalhar em Lisboa e regressou à terra natal há pouco tempo.
A sua realidade é a do túnel, primeiro com portagens e agora sem custos para quem o utiliza.
PORTAGENS
Cristiana Carvalho confessa que as portagens que pagava também não eram elevadas, uma vez que já contemplava as reduções introduzidas inicialmente pelo Governo de António Costa.
“As portagens eram baratas, cerca de 0,9 cêntimos e não senti grande impacto quando foram abolidas, mas também não tenho a experiência de quando eram cerca de dois euros, porque ainda não trabalhava em Vila Real”, confessa Cristiana.
Já Paula tem a experiência de quando as portagens ainda tinham um custo “elevado” e agora sem custos. “Quando tinha portagens, de manhã vinha sempre pelo túnel e o regresso a casa fazia pelo IP4 para reduzir um pouco os custos. Desde que se deixou de pagar as portagens, faço sempre a viagem pelo túnel”.
De forma geral, o túnel veio “trazer outra facilidade a nível profissional e de ter mais tempo disponível, além de a viagem não ser tão cansativa”.
Cátia Ribeiro vivia em Fafe, mas mudou-se há cerca de dois anos para Vila Real. Trabalha no hospital desde 2008 e fazia a viagem diária pelo IP4 até à abertura do túnel. “Quando abriu eu fazia meio-meio, ou seja, vinha para o trabalho pelo túnel e usava o IP4 quando ia embora. Era por causa das portagens, que eram caras no início”.
“Eu partilhava a viagem com uma colega e optámos por regressar pelo IP4, que ficou com muito menos carros desde a abertura do túnel, e mais seguro, mas as pessoas também abusam na condução”.
Cátia recorda que quando há neve, o túnel dá outra segurança. “Não há dúvidas que o túnel é muito mais seguro e, agora, uso-o sempre que vou à minha terra”, no entanto, a vista do IP4 é muito bonita, sobretudo na primavera e também quando há neve”.
O túnel trouxe maior mobilidade, conforto e segurança. Ficou mais fácil viver para cá do Marão.





