Antes dele, apenas o funesto IP4, que foi palco de milhares de acidentes, muitos mortos e muitos feridos. Era então necessário percorrer 45 km, que incluíam a penosa subida e descida da Serra do Marão, percurso sinuoso, perigoso e lento, demorando os automobilistas mais de uma hora para o percorrer.
Hoje, passados dez anos, o mais longo túnel rodoviário de Portugal e o 3.º mais longo da Península Ibérica é uma obra que visível e comprovadamente transformou a realidade ao reduzir acidentes e encurtar distâncias, ao facilitar a ligação entre o litoral e o interior e ao impulsionar a economia da região, através do turismo, da criação de negócios e da fixação de empresas.
É uma infraestrutura fundamental para a mobilidade no norte de Portugal e a sua importância pode ser entendida em vários níveis. Em primeiro lugar porque reduziu o isolamento a que estávamos votados, aproximando cidades. Ao mesmo tempo, permitiu a diminuição do tempo de viagem ao encurtar distâncias e ao reduzir tempos de deslocação, tanto para pessoas como para mercadorias.
E, por tudo isto, é visível o impacto económico que aportou à região, uma vez que ao facilitar o transporte de bens, melhorou o acesso a mercados e atraiu investimento (ficamos a pouco mais de 50 minutos do aeroporto e uma hora do porto de Leixões).
Por fazer parte de um eixo rodoviário importante, o túnel reforça a ligação entre o Porto e o nordeste de Portugal, bem como à fronteira com Espanha, facilitando o comércio e a mobilidade transfronteiriça e promovendo uma maior integração regional. Setores como o turismo, a indústria e o comércio beneficiam diretamente de melhores acessibilidades.
Em resumo, o Túnel do Marão não é apenas uma obra de engenharia relevante — é um elemento estratégico que transformou a mobilidade, a segurança e o desenvolvimento económico de toda a região norte.
Além de tudo isto, contribui também para o desenvolvimento equilibrado do país, fazendo com que a expressão coesão territorial não seja um mero conceito, mas possa ser realidade e compromisso efetivo.
Pela passagem de uma década, parabéns a todos os que o sonharam, o reivindicaram e o executaram. Ter visão é isto: atravessar montanhas, aproximar vales e fazer de Portugal um território uno onde é bom viver e construir o futuro.
Acreditamos que nos próximos dez anos vai continuar a aproximar e a trazer frutos com novos sonhos e o trabalho de todos.




