Quinta-feira, 28 de Maio de 2026

Jovens enfermeiros de Trás-os-Montes

Os jovens enfermeiros fazem falta no Serviço Nacional de Saúde e, paradoxalmente, continuam a ter de emigrar em busca de melhores condições de trabalho e de vida.

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No Dia Internacional de Enfermeiro, a Ordem dos Enfermeiros afirma que, em Portugal, faltam cerca de 14 mil enfermeiros. Nos serviços confirma-se esta falta, exigindo turnos acrescidos para cumprir as dotações mínimas.

Então o que é preciso para valorizar e garantir uma vida digna? Como segurar os jovens enfermeiros em Portugal?

1. Pela valorização salarial: entramos na profissão com salários que continuam a ser baixos em função da responsabilidade e das competências, que não acompanham o custo de vida, que não permitem sequer ter casa para viver tornando difícil constituir família.

Por isso como Sindicato exigimos:

– Aumento real dos salários;

– A valorização efetiva da carreira de enfermagem e progressão justa em todos os setores;

– Contagem integral do tempo de serviço;

– Pagamento justo das horas extraordinárias e do trabalho por turnos.

2. Pondo fim à precariedade aos recibos verdes e contratos a prazo, que continuam a limitar a vida de muitos jovens enfermeiros, apesar da reconhecida carência nas instituições. Por isso exigimos:

– Vínculos de trabalho efetivos para fazer face a necessidades próprias e permanentes;

– Igualdade de direitos para todos os enfermeiros.

Precariedade não é oportunidade. É uma forma de exploração que empurra jovens enfermeiros para a instabilidade, para a emigração, para o abandono da profissão.

3. Promover tempo de qualidade de vida. O banco de horas e a adaptabilidade previstos no Pacote Laboral e na proposta de ACT do Ministério da Saúde significam, disporem da vida, impondo a permanência no hospital sem que seja considerado trabalho extraordinário, levando a um cansaço acumulado não compensado, menos tempo para viver.

Não podemos continuar com horários imprevisíveis, mudanças constantes de turnos e a sensação de que a nossa vida fica sempre para trás. Por isso exigimos:

– Horários regulados;

– 35 horas semanais para todos;

– Possibilidade de gozo de direitos – de maternidade e parentalidade, estatuto de trabalhador-estudante, mais dias de férias, etc;

-Contratação de mais enfermeiros.

Os enfermeiros já deixaram claro que rejeitam o Pacote Laboral e a proposta da ACT que prevê Banco de Horas, Adaptabilidade, não considera como tempo efetivo de trabalho a “passagem de turno” e não prevê as consequências da avaliação do desempenho, nomeadamente a progressão.

Por uma Enfermagem com direitos pra todos os Enfermeiros!

Só com organização, luta e participação conseguimos travar o ataque aos nossos direitos.

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