Foi cabeça de lista pelo Bloco de Esquerda nas eleições legislativas deste ano. Porquê ser candidata à Câmara de Vila Real?
Foi um bocadinho na lógica do trabalho que fiz nas legislativas e com a mesma motivação. Entendi que era bom lutar pela democracia, tentar desconstruir discursos populistas de direita e perceber que estamos a viver tempos difíceis. O convite foi feito, tendo em conta o trabalho das legislativas, e entendo que devemos lutar para que a democracia não morra. No fundo, é esse o meu objetivo, foi isso que me levou a aceitar o convite.
O partido, em comunicado, disse que tentou, ao longo dos últimos meses, estabelecer contactos com outros partidos para tentar construir uma alternativa política para o concelho. O facto de se apresentarem sozinhos foi, neste caso, a melhor opção?
Eu acho que esta questão é sempre mais complicada. Eu, pessoalmente, considero que a esquerda tem que estar unida, mas nem sempre é possível. Há algumas diferenças, há alguns jogos que, no fundo, também me são estranhos, mas que impediram essa união da esquerda, como eu, pessoalmente, defendo. O facto de irmos sozinhos é uma opção, como tantos outros partidos. Não nos tira legitimidade, não nos tira voz. Será mais difícil, obviamente, porque o partido está a passar por uma situação difícil. Acho que é tempo de rever o que é que está a correr mal, tempo de rever opções e até discursos. Mas, de qualquer modo, a união existe e nós estamos aqui para transmitirmos os nossos objetivos e as nossas propostas, mesmo sozinhos. Artigo exclusivo PREMIUM
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