Licenciada em geologia e biologia e com mestrado em geologia para o ensino, ser professora foi algo que nem sempre fez parte dos seus planos.
“Sou filha de pais professores e sempre estive por dentro das dificuldades desta profissão. Eu acompanhava a minha mãe para onde ela ia trabalhar. Andou sempre com a casa e os filhos às costas”, recorda, revelando que “acabei por tirar outro mestrado, em administração educacional e depois candidatei-me a diretora da Escola Camilo Castelo Branco”.
E os desafios de ser diretora de uma escola são muitos. Para Helena Correia, “é necessário que a escola se adapte ao contexto em que a sociedade vive. Hoje, os pais e os alunos exigem cada vez mais da escola, que ela dê resposta aos seus anseios e os ajude a chegar onde pretendem. Um dos grandes desafios é esse, lidar com pessoas, muito diferentes”, afirma, acrescentando que “é necessário fazer com que tudo funcione, que haja respeito e que os alunos consigam crescer, consigam ter uma boa formação e ser bons cidadãos”.
“No liceu há uma boa relação entre alunos, professores e funcionários. Somos como uma família e a prova disso é que, quando saem da escola, acabam sempre por voltar, para nos visitar”, refere.
O liceu tem, neste momento, 825 alunos no ensino regular e 120 no ensino recorrente, onde se inserem os alunos de português como língua de acolhimento. Segundo Helena Correia, “temos 131 professores, 40 assistentes operacionais e 10 assistentes técnicos”.
Sobre as obras há muito reclamadas para a escola, que é tida como uma prioridade, Helena Correia esclareceu que ainda não avançaram porque “tendo em conta localização da escola, na zona da Vila Velha, há resquícios das antigas muralhas. Foi preciso fazer uma série de estudos e prospeções que foram morosos para perceber a melhor maneira de fazer estas obras, para não colocar o património em risco”.
A diretora espera que as obras avancem “em breve” e levanta o véu sobre algumas das mudanças. “A traça do edifício vai ser mantida, não fazia sentido ser de outra maneira. Depois, a escola vai passar a ter portas corta-fogo, por questões de segurança, vai ser alterada a localização de algumas salas, vamos ter melhores condições também mo que diz respeito à luminosidade e ao telhado”, destacando a construção de um pavilhão gimnodesportivo, algo que “nunca tivemos”.
Sobre o futuro, Helena Correia pretende colocar o “vasto espólio da escola ao serviço da comunidade, através da criação de um espaço museológico acessível ao público, mesmo ao fim de semana”.





