Terça-feira, 19 de Outubro de 2021
Victor Pereira
Pároco. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

A indiferença religiosa

Sobretudo na Europa, vivemos tempos de grande indiferença religiosa. Instalou-se a convicção de que se pode viver perfeitamente sem uma referência divina e sem qualquer relação com o transcendente. A religião é uma perda de tempo ou até um adorno desnecessário, ainda assim útil, dirão alguns, para se ir enterrando os mortos e para se ir tendo algum consolo nas agruras da vida. Sinais dessa indiferença é a facilidade com que hoje muitos se dizem agnósticos ou católicos não praticantes, que são a esmagadora maioria da sociedade.

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Há o agnóstico que anda à procura, e por este tenho um grande respeito, mas há o agnóstico que habilmente usa a palavra para não dizer que não se importa nada com Deus nem com a religião. É o caso da maioria dos ditos agnósticos. Quanto aos católicos não praticantes, é uma fórmula cómoda e incoerente que se criou para se dizer o mesmo, mas mais grave ainda, porque não se vive aquilo que se professa. Para que é que serve uma fé num Deus a quem não dou importância nenhuma na minha vida do dia-a-dia? Enfim, está aí a indiferença religiosa.

São muitas as causas que apontam para a indiferença religiosa: as más práticas das

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