O Preceito Dominical

Algumas pessoas perguntam se é pecado mortal, ou seja, pecado grave, faltar à missa de domingo.

É pecado mortal. Assim o ensina a Igreja há muito tempo. O terceiro mandamento da lei de Deus é taxativo: “Santificar os domingos e festas de guarda”. E como é que santificamos o domingo? A Igreja responde: “Os cristãos santificam o domingo e as festas de preceito participando na Eucaristia do Senhor e abstendo-se também das atividades que o impedem de prestar culto a Deus e perturbam a alegria própria do dia do Senhor ou o devido descanso da mente e do corpo. São permitidas as atividades ligadas a necessidades familiares ou a serviços de grande utilidade social, desde que não criem hábitos prejudiciais à santificação do domingo, à vida familiar e à saúde”. O catecismo da Igreja católica, abordando os preceitos da Igreja, no número 2042, lembra o primeiro: “Ouvir missa inteira e abster-se de trabalhos servis nos domingos e festas de guarda”. E o Código de Direito Canónico, no número 1247, postula: “No domingo e nos outros dias festivos de preceito os fiéis têm a obrigação de participar na Missa; abstenham-se ainda daqueles trabalhos e negócios que impeçam o culto a prestar a Deus, a alegria própria do dia do Senhor, ou o devido repouso do espírito e do corpo”. Poderão existir algumas razões válidas para não se cumprir o preceito dominical: a idade avançada, a distância, uma doença. E o tempo atual coloca-nos outros desafios, desde o trabalho dominical, maior atividade social e cultural, entre outras coisas, o que nos obriga a termos uma maior flexibilidade a interpretar estas normas. Mas fica o essencial: um cristão deve fazer todo o esforço por participar sempre na Missa de domingo.

Toda a normativa da Igreja é para lembrar aos cristãos que a vivência do domingo, no encontro com Jesus ressuscitado e com a comunidade, é fundamental para a vitalidade da fé cristã e do compromisso cristão no mundo. Não há verdadeira relação com Jesus Cristo e com a Igreja sem a participação na Missa dominical. Se se acredita em Deus, temos de valorizar um tempo para o amar e lhe prestarmos atenção, senão a fé em Deus fica muito vaga e abstrata. Para isso existe o domingo, sem esquecer os outros dias. Costumo dar a imagem do jogador que quer ser titular, mas não vai aos treinos. É impossível ser um bom jogador. Um cristão, para o ser de verdade, precisa da Missa e da inserção na vida da comunidade. Se acha que pode viver sem a Missa, tem de rever seriamente a sua fé.

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