Cinco Recomendações Aos Mais Velhos

Celebrámos há dias o Dia Mundial dos Avós e dos Idosos, dia de memória, homenagem, gratidão e convívio entre gerações.

Os avós são um tesouro para as famílias e para a sociedade. É imperdoável o descarte a que muitos estão obrigados, desprezando-se a memória, a erudição, a experiência de vida, a serenidade e a sapiência que só eles sabem dar à vida. É graças a eles que muitos casais podem ter os seus empregos, pelo impagável trabalho que fazem na retaguarda, são um sustentáculo humano, moral, social e espiritual para as comunidades familiares.

Um dos bons prazeres da vida é conversar com os mais velhos. Olham a vida com tranquilidade, que a tarimba da vida lhes deu, e desdramatizam os problemas e as vicissitudes da vida, transmitindo serenidade e confiança. Mas alguns deixam escapar alguns desabafos e mágoas com a vida. A partir do muito que já escutei e partilhei com os mais velhos, deixo cinco recomendações:

1. Aceitar a fragilidade da vida. Sei que é mais fácil dizê-lo do que vivê-lo, mas todos sabemos que vamos para velhos e a vida vai mudar com a idade. De nada adianta lutar contra a vida, acolher a velhice como uma graça. É um tempo menos vigoroso, onde a doença vai estar presente, mas onde também deve reinar a alegria. Se assim não fazemos, corremos o risco de nos tornarmos azedos e amargos, rabugentos e tristonhos, sobrando, como sabemos, para quem cuida ou nos acompanha.

2. Este tempo também é o vosso tempo. Temos muito o hábito de só considerarmos o verdadeiro tempo da vida aquele em que fomos jovens e adultos ativos, “no meu tempo”. Estamos cá, este também é o nosso tempo. Um velho não está a viver fora de tempo. Acolher a novidade, a mudança e a beleza de cada tempo, sem cairmos no erro de endeusar o nosso passado.

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3. Dedicar tempo à relação com Deus. Desprendidos que ficamos da atividade laboral, temos agora mais tempo para a oração, para o silêncio, para a leitura da Palavra de Deus, para prestar um serviço na paróquia, podemos e devemos aprofundar a nossa relação com Deus.

4. É fundamental manter-se ativo. Todas as ciências humanas e sociais o recomendam todos os dias. O nosso cérebro gosta de estímulos, gosta de atividade. Por isso é importante jogar, ler, pintar, cantar, caminhar, fazer desporto, entre outras coisas. 5. Cultivar a amizade. Os afetos e as relações humanas saudáveis são fundamentais para o bem-estar humano e psíquico das pessoas. Há que conviver, fazer amigos, partilhar a vida com os outros.

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