Terça-feira, 19 de Outubro de 2021
Levi Leandro
Engenheiro. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

A quem servem estes Estatutos?…

Sabem que sempre pugnei pela revisão dos estatutos do SCVR, pois estes, além de serem “completamente desequilibrados”, com uma redação fazendo recordar o Estado Novo, são um potenciador de ações judiciais contra o SCVR, pois originam no mínimo eleições injustas.

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Os últimos três anos, ambas as listas que “venceram” as eleições tinham nos seus programas eleitorais previsto a revisão dos estatutos, mas nenhuma depois de lá chegar (e a última já está há um ano) teve a iniciativa de a promover, pois facilmente chegaram à conclusão de que, quem está na direção tira vantagem em época de eleições com estes estatutos… Foi feito uma tentativa de revisão dos mesmos determinada pelo tribunal de Vila Real, resultante de um acordo judicial em 28/2/18, mas que não se concretizou, porque o interesse pessoal de alguns, falou bem mais alto que os superiores interesses do SCVR, que todos dizem defender quando lhes dá jeito.

Se em 2017 foi aparentemente consensual que as eleições foram um erro devido à forma como decorreram, julguei que os sócios tinham aprendido e que os erros não se repetissem, puro engano, em maio de 2018 ainda foi pior, o que é que se teria evitado?

Não haveria 824 novos sócios de 26 de abril a 24 de maio, muitos deles designados por “sócios de 5€”, com toda a pouca vergonha que consubstanciou e que nos tempos de hoje poucos pagam as quotas? Isto foi feito pelas três candidaturas a bem do SCVR? Ou para exclusivo interesse deles?

Não haveria a vergonha com o escândalo do Popó, pois não poderia haver negócios entre elementos dos órgãos sociais e o clube, questão de transparência e ética, pois como a mulher de César não basta ser…, é preciso também parecer.   

Para evitar que de uma forma déspota, uma direção não cumpra os estatutos, como aconteceu na última assembleia geral, violando de forma descarada e num caso pelo menos com má fé vários artigos dos estatutos, esta terá de ser penalizada.

Não existiria a ação judicial que eu próprio intentei contra o clube, onde solicito a anulabilidade do ato eleitoral e consequente tomada de posse, cujo julgamento está marcado para a semana, contudo ainda fiz uma proposta de acordo, desistindo da ação se aceitassem rever os estatutos, mas não foi aceite…, porque acho que é a medida mais premente e necessária para o SCVR, pois ao contrário de outros não me movem questões pessoais contra ninguém, mas sim defender os interesses do SCVR. 

Para esclarecer algumas pessoas maledicentes e com poucos princípios, “eu não quero ir para lá”, pois se quisesse ainda lá estava, porque, apesar de me ter demitido, fui convidado novamente pelo presidente Artur Ribeiro para integrar a sua lista e de forma convicta digo, que os ocupantes do Campo do Calvário teriam que ir arrombar outras portas porque naquelas nunca entrariam nem com a ajuda que tiveram. 

Concluindo, não serei candidato em futuras eleições em qualquer lista aos órgãos sociais do SCVR, mas andarei por aí…

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