É esta semana remetido ao Primeiro-Ministro o “abaixo-assinado” de protesto pelo encerramento do Serviço de Atendimento Permanente – SAP – do Centro de Saúde de Alijó.
O documento reúne mais de duas mil assinaturas e foi posto a circular pelas diversas freguesias do concelho, numa iniciativa da Associação de Utentes de Saúde de Alijó, com o objectivo de exigir a reabertura daquele serviço de saúde, encerrado no final do ano passado.
O fecho do SAP de Alijó foi decidido pelo anterior Ministro da Saúde, Correia de Campos, e entrou em vigor, em 28 de Dezembro de 2007, tendo já a actual Ministra da Saúde anunciado que esta decisão do seu antecessor não será revogada, pelo que não existe qualquer atendimento médico, em Alijó, no período nocturno, apesar da grande distância às Urgências mais próximas, em Vila Real.
Os Utentes de Saúde de Alijó não aceitam esta decisão de encerramento, tomada pelo Governo, pois o fecho do SAP agrava o acesso aos cuidados de saúde, por parte da população do concelho, uma vez que não foi acompanhado pela criação de qualquer alternativa, obrigando os utentes a deslocar–se, a Vila Real, num trajecto que, de muitas localidades, dura cerca de uma hora.
No passado mês de Março, os Utentes de Saúde de Alijó interpuseram uma providência cautelar contra o Ministério da Saúde que está pendente no Tribunal Administrativo de Mirandela.
Decorridos mais de quatro meses, desde o fecho do SAP, a população de Alijó continua privada de atendimento médico, no período nocturno, sem que qualquer outra informação tenha sido prestada, aos utentes. Existe, apenas, a promessa de que será colocada, em Alijó, uma ambulância do INEM que, para os utentes, não é alternativa, pois não tem sequer na sua tripulação qualquer médico. Entende ainda a AUSCA que nunca uma simples ambulância pode substituir um serviço de atendimento médico, para além de que não há sequer data para a colocação dessa ambulância, em Alijó.
A AUSCA vai agora remeter para a residência oficial do Primeiro-Ministro – que é natural de Alijó – o abaixo assinado de protesto, exigindo a reabertura do SAP e o seu funcionamento, de modo permanente, 24 horas por dia.
Deste “abaixo-assinado” também será dado conhecimento à Ministra da Saúde.



