O Conselho Estratégico do Eixo Atlântico, que reúne municípios do Norte de Portugal e da Galiza, realizou hoje a sua primeira reunião em Lugo, na Galiza, Espanha. Durante o encontro, foram analisados os problemas decorrentes dos conflitos bélicos na Ucrânia, em Gaza e no Irão, bem como as crises energéticas.
O Eixo Atlântico assinala que “as cidades são a linha da frente da resposta às crises, como se demonstrou na pandemia e como está a acontecer na situação atual”. O comunicado destaca que as crises não foram provocadas pelos gestores autárquicos nem pelos cidadãos, mas são estes últimos que sofrem as consequências.
O secretário-geral do Eixo Atlântico, Xoán Vázquez Mao, afirmou que “enquanto outros permanecem em silêncio com uma subserviência repreensível a Trump e perdem tempo a lutar contra o governo central por razões partidárias, nós trabalhamos pelo futuro das cidades e dos seus cidadãos”.
O Conselho Estratégico pretende que pessoas de prestígio e com elevada experiência profissional e política, de diferentes posições ideológicas, partilhem conhecimento e reflexões. O objetivo é identificar linhas de ação e ativar estratégias que as cidades, individualmente ou em rede, podem desenvolver para fortalecer a sua resiliência e prevenir os efeitos mais negativos das crises.
O comunicado conclui que a situação atual no mundo não inspira otimismo e que as cidades precisam de prever as consequências das crises e prevenir os seus efeitos, um conceito que o Eixo Atlântico designa como resiliência.




