Quinta-feira, 30 de Abril de 2026
+factosApenas 13 deputados europeus votaram contra a condenação da invasão russa

Apenas 13 deputados europeus votaram contra a condenação da invasão russa

No dia 1 de março, o Parlamento Europeu aprovou com 637 votos a favor uma resolução que condena a invasão russa na Ucrânia. Um enorme consenso que só foi contrariado com 26 abstenções e 13 votos contra. Entre os votos contra, estão os dois deputados comunistas portugueses, Sandra Pereira e João Pimenta Lopes

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Os deputados do PCP votaram ao lado de outros cinco deputados do seu grupo político europeu The Left (Partido Anticapitalistas, Partido Comunista Grego, dois deputados do Die Linke e Independents 4 Change), um partido pró-russo da Letónia (Latvian Russian Union) e até três deputados associados a partidos nacionalistas e de extrema-direita: Ioannis Lagos (eleito pelo partido Aurora Dourada, considerado como uma “organização criminosa” em 2020 e que levou à condenação do próprio Ioannis Lagos a 13 anos de prisão); Francesca Donato (eleita pela Liga Norte, de Matteo Salvini) e Marcel de Graaff (deputado do grupo europeu Identidade e Democracia).

Os restantes deputados portugueses (PS, PSD, BE, CDS e o deputado independente Francisco Guerreiro) votaram favoravelmente, apesar do BE ter-se abstido noutra votação, relativa ao apoio de emergência à Ucrânia no valor de 1,2 mil milhões de euros.

O posicionamento dos partidos em relação a temas internacionais diz muito sobre o que estes representam e sobre os ideais que defendem. Importa também relembrar que os dois partidos mais à esquerda, PCP e BE, têm sido fervorosos opositores à NATO e têm incluído nos seus programas eleitorais a defesa da saída imediata de Portugal desta organização internacional. Os ucranianos, por outro lado, sofrem do mal contrário: gostariam muito de estar NATO, anseiam entrar na UE, mas como tal nunca se concretizou, têm agora milhares de tropas russas a invadir o seu país, tentando derrubar a sua soberania e a sua legítima aspiração à liberdade e aos valores das democracias ocidentais. Que sirva, pelo menos, de lição para aqueles que continuam a preferir um Portugal isolado, afastado das economias e democracias mais desenvolvidas do mundo.


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