Sexta-feira, 20 de Maio de 2022

Apenas 13 deputados europeus votaram contra a condenação da invasão russa

No dia 1 de março, o Parlamento Europeu aprovou com 637 votos a favor uma resolução que condena a invasão russa na Ucrânia. Um enorme consenso que só foi contrariado com 26 abstenções e 13 votos contra. Entre os votos contra, estão os dois deputados comunistas portugueses, Sandra Pereira e João Pimenta Lopes

Os deputados do PCP votaram ao lado de outros cinco deputados do seu grupo político europeu The Left (Partido Anticapitalistas, Partido Comunista Grego, dois deputados do Die Linke e Independents 4 Change), um partido pró-russo da Letónia (Latvian Russian Union) e até três deputados associados a partidos nacionalistas e de extrema-direita: Ioannis Lagos (eleito pelo partido Aurora Dourada, considerado como uma “organização criminosa” em 2020 e que levou à condenação do próprio Ioannis Lagos a 13 anos de prisão); Francesca Donato (eleita pela Liga Norte, de Matteo Salvini) e Marcel de Graaff (deputado do grupo europeu Identidade e Democracia).

Os restantes deputados portugueses (PS, PSD, BE, CDS e o deputado independente Francisco Guerreiro) votaram favoravelmente, apesar do BE ter-se abstido noutra votação, relativa ao apoio de emergência à Ucrânia no valor de 1,2 mil milhões de euros.

O posicionamento dos partidos em relação a temas internacionais diz muito sobre o que estes representam e sobre os ideais que defendem. Importa também relembrar que os dois partidos mais à esquerda, PCP e BE, têm sido fervorosos opositores à NATO e têm incluído nos seus programas eleitorais a defesa da saída imediata de Portugal desta organização internacional. Os ucranianos, por outro lado, sofrem do mal contrário: gostariam muito de estar NATO, anseiam entrar na UE, mas como tal nunca se concretizou, têm agora milhares de tropas russas a invadir o seu país, tentando derrubar a sua soberania e a sua legítima aspiração à liberdade e aos valores das democracias ocidentais. Que sirva, pelo menos, de lição para aqueles que continuam a preferir um Portugal isolado, afastado das economias e democracias mais desenvolvidas do mundo.

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