O acordo permitirá eliminar tarifas para 91% das exportações da UE para o Mercosul e para 92% das vendas sul-americanas para a Europa, abrindo um mercado conjunto de mais de 700 milhões de consumidores e que, juntos, representam um Produto Interno Bruto (PIB) de aproximadamente 22 biliões de dólares (19 biliões de euros), segundo dados da Comissão Europeia.
No Douro, as associações ligadas à produção de vinho reagem a este acordo com sentimentos distintos. Se para uns este acordo comercial é visto como uma oportunidade, para outros só trará mais dificuldades para os pequenos e médios viticultores.
O presidente da Casa do Douro, Rui Paredes, considera que o acordo “é importante” para as vendas de vinho do Douro. “O vinho que vem de fora praticamente já não tem taxas para entrar em Portugal, pelo que eliminar taxas em países como o Brasil vai ajudar nas vendas, uma vez que as taxas são muito elevadas e chegam aos 50%. É um mercado muito importante nós, já que estamos a falar de 220 milhões de consumidores”.
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