Segunda-feira, 20 de Abril de 2026
Alto TâmegaARTiManha promete três dias de cultura na Lagoa do Alvão

ARTiManha promete três dias de cultura na Lagoa do Alvão

A 5.ª edição do ARTiManha Festival de Artes arranca hoje e decorre até domingo.

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A base da iniciativa que celebra a cultura, a comunidade e o território, será novamente a Lagoa do Alvão, em Vila Pouca de Aguiar.

Este não é apenas um festival musical, ainda que ela não falte, mas propõe uma experiência cultural imersiva em plena natureza, com um cartaz que integra também teatro infantil, oficinas criativas, residências artísticas, conversas inspiradoras, gastronomia local, atividades para famílias e ações ambientais.

Em 2025, o tema central será “Cultura, Comunidade e Território”, especialmente relevante devido aos desafios que o concelho de Vila Pouca de Aguiar enfrentou com os incêndios.

Organizado pela Animódia – Companhia de Arte e Cultura, com o apoio do Município de Vila Pouca de Aguiar, o Artimanha reafirma “o compromisso com a sustentabilidade e a inclusão, promovendo ações que visam reduzir o impacto ambiental e garantir o acesso à cultura para todos, num território onde a oferta cultural é mais escassa”.

“Queremos que o festival seja um lugar de trocas e aprendizagens, onde as artes possam prosperar e transformar”, afirma José Miguel Carvalho, diretor artístico do festival.

Quanto ao cartaz musical é diverso com raízes nas músicas do mundo, com artistas nacionais e internacionais, que apelam a vários públicos.

A artista vila-realense emmy Curl, premiada com o Prémio Zeca Afonso 2023, e Fogo Fogo, banda de Lisboa com raízes cabo-verdianas, mestres do funaná elétrico, são dois dos destaques.

Haverá ainda atuações de BRAMA, dupla feminina de rock cantado em mirandês que celebra a força das línguas e culturas minoritárias, do artista brasileiro Jhon Douglas, com um espetáculo onde convivem arte, ancestralidade e resistência, OMIRI, um dos mais inovadores projetos de reinvenção da música tradicional portuguesa e Magupi, com ritmos que cruzam eletrónica, percussões e natureza. Noites dançantes e festivas é o que se perspetiva com os DJ Gaiteirinho, DJ Maryzka e DJ Charrock,

Tem ainda lugar uma residência artística do projeto musical “Sons do Douro” com o Grupo Folclórico Acrepes de Pedras Salgadas, que cruza tradição e contemporaneidade.

Para debater ao papel da cultura no mundo rural e na regeneração de territórios de baixa densidade acontece ainda uma talk /Roda de Conversa designada “Cultura, Comunidade e Território”.

Antes do arranque oficial, a inclusão social vai ter palco na iniciativa Be Different, uma atividade de partilha que junta seis instituições do Alto Tâmega dedicadas a pessoas adultas com deficiência: CAO de Vila Pouca de Aguiar, CACI Valpaços, Município de Ribeira de Pena, Flor do Tâmega, CACI Montalegre e Santa Casa da Misericórdia de Boticas, com o objetivo de promover o convívio e o lazer entre utentes e colaboradores.


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