A informação foi avançada em comunicado. De acordo com a ASAE, a ação de fiscalização, integrada na “Operação Páscoa”, decorreu nas últimas semanas e teve como objetivo “prevenir e reprimir crimes contra a saúde pública, com especial foco no abate clandestino e na comercialização de géneros alimentícios impróprios para consumo”.
As ações aconteceram junto de estabelecimentos de comércio de carnes, unidades de restauração e outros locais suspeitos de práticas ilegais. Segundo a ASAE, as intervenções “foram precedidas de ações de vigilância, seguimento e investigação”.
Como resultado da operação, foram instaurados 10 processos crime por infrações contra a saúde pública, nomeadamente por abate clandestino, e um processo adicional por posse de arma de fogo sem licença.
Durante a operação, foram apreendidas cerca de 2,2 toneladas de carcaças de animais, sobretudo ovinos e caprinos, incluindo ainda duas carcaças de equídeos.
“A ASAE alerta que a compra e o consumo de produtos cárneos provenientes de circuitos não controlados representam um sério risco para a saúde pública, uma vez que os produtos não são submetidos às necessárias inspeções sanitárias e avaliação por médicos veterinários, não existindo quaisquer garantias quanto à sua segurança ou à ausência de doenças zoonóticas transmissíveis ao ser humano”, lê-se na nota.
Além disso, “os locais de abate e transformação clandestinos funcionam, regra geral, sem condições adequadas de higiene, segurança alimentar e controlo sanitário, aumentando significativamente o risco de contaminação e efeitos graves para a saúde dos consumidores”, vinca a ASAE, que garante que “continuará a intensificar as ações de fiscalização em todo o território nacional, com o objetivo de proteger a saúde pública e assegurar práticas comerciais justas no setor alimentar”.
Ao que foi possível apurar, o matadouro desmantelado está localizado na zona do Grande Porto.





