Entre agosto de 2025 e fevereiro deste ano, a Guarda Nacional Republicana (GNR) esteve no terreno com a operação “Artémis 2025/2026”, com o objetivo de prevenir e detetar irregularidades inerentes à atividade cinegética, em todo o território nacional.
Os dados relativos à operação em questão foram agora divulgados, com a GNR a dar conta que foram fiscalizados 10.751 caçadores. No âmbito da operação, foram detetatos 136 crimes e efetuadas 133 detenções, das quais “70 por exercício da caça em terrenos não cinegéticos, nos terrenos de caça condicionada sem consentimento de quem de direito, nas áreas de não caça e nas zonas de caça às quais não se tenha legalmente acesso e 32 por exercício da caça em incumprimento das normas de conservação da fauna e, em especial, das espécies cinegéticas”.
Foram, ainda, registadas 345 contraordenações, a maioria (91) pelo facto de o caçador, “durante o exercício da caça, não ser portador da documentação obrigatória” para o efeito. Foram também detidas 75 pessoas por transportarem as armas “fora das condições legalmente previstas” e 61 “por infrações praticadas pelas entidades gestoras das zonas de caça”.
A operação, realizada através do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA), teve como objetivo “observar o respeito pelas medidas de proteção e conservação dos recursos cinegéticos, tendo em vista a sua gestão sustentável”, explica a GNR, acrescentando que, além da fiscalização, a operação contou, também, com “ações de sensibilização e cooperação no âmbito das atividades relacionadas com o ato venatório”.
Ao todo, segundo dados da GNR, foram realizadas 4.846 fiscalizações em zona de caça associativa, 3.406 em zona de caça municipal, 936 em zona de caça turística, 196 em terreno não ordenado e 1.367 em transportes.



