Sábado, 16 de Maio de 2026
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Autarquia repõe passagem rodoviária para rua do Viso

A Câmara de Santa Marta de Penaguião já repôs a passagem rodoviária para o lugar do Viso, onde há 12 casas, depois de um abatimento do muro da estrada devido ao mau tempo.

A informação foi avançada pela presidente da autarquia, Sílvia Silva, que explicou que o município procedeu à reparação da estrada que dá acesso ao bairro da localidade de São João de Lobrigos.

Durante cerca de um mês os moradores ficaram sem acesso rodoviário, tendo de fazer o trajeto a pé até às suas casas. O alerta para o abatimento do muro da estrada foi dado a 13 de fevereiro.

O comboio de tempestades que atingiu Portugal derrubou muros, provocou deslizamentos de terras e afetou a rede viária do concelho de Santa Marta de Penaguião, onde ainda há estradas condicionadas e até fechadas ao trânsito.

Sílvia Silva disse que a autarquia investiu cerca de 32 mil euros na reparação do muro da estrada para o lugar do Viso e adiantou que a contabilização dos prejuízos causados pelo mau tempo, nomeadamente chuva intensa e vento forte, já ascendem aos cerca de 2,7 milhões de euros neste município do distrito de Vila Real.

Os maiores condicionamentos ainda são sentidos em Alvações do Corgo, aldeia que está sem acesso direto à sede do concelho, pelo que os moradores têm que fazer o trajeto mais longo pelo Peso da Régua.

A ponte que dá acesso a esta aldeia está cortada e um muro de suporto da estrada, perto da localidade, está em risco de colapso.

Sílvia Silva disse que aguarda que uma empresa vá fazer uma avaliação das condições de segurança desta ponte, salientando que o município quer “ter a certeza de que a ponte está sólida e não apresenta qualquer tipo de risco”. A empresa vai também avaliar a estradas de Carvalhais e de Ribeira Delos.

Para canalizar verba para a recuperação do concelho, a Câmara cancelou eventos culturais e desportivos, numa verba de cerca de um milhão de euros, e, em fevereiro, remeteu um dossier ao Governo com o levantamento dos prejuízos.

A passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que fizeram também várias centenas de feridos, desalojados e deslocados. Mais de metade das mortes foi registada em trabalhos de recuperação.

Os temporais que atingiram o território continental durante cerca de três semanas, provocaram a destruição total ou parcial de milhares de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias, com prejuízos de milhares de milhões de euros.

 


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