Segunda-feira, 25 de Maio de 2026
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BE questiona Governo sobre situação de “asfixia financeira” da Casa do Douro

O Bloco de Esquerda (BE) questionou o Governo sobre a “asfixia financeira” da Casa do Douro e a não atribuição de receitas e competências um ano após a tomada de posse da direção da instituição.

Numa pergunta dirigida ao ministro da Agricultura, através da Assembleia da República, o deputado do BE, Fabian Figueiredo, pretende saber porque é que, um ano após a tomada de posse da direção da Casa do Douro, “ainda não tenham sido atribuídas as receitas e competências previstas na Lei n.º 28/2024, de 28 de fevereiro”.

“Tem o ministério conhecimento de que a falta de verbas obriga os diretores da instituição a assegurar o pagamento de despesas de funcionamento básicas (água e luz) através de fundos pessoais”, questionou.

Quer ainda saber que “medidas urgentes serão tomadas para dotar a instituição de meios financeiros mínimos”.

O BE pergunta ainda qual “é o ponto de situação e o cronograma previsto para a resolução da dívida da Casa do Douro, condição essencial para a sua plena estabilização institucional”.

E ainda que “passos estão a ser dados para operacionalizar as competências da Casa do Douro”.

O partido lembra que a Lei n.º 28/2024, de 28 de fevereiro, devolveu à Casa do Douro o estatuto de associação pública, prevendo uma série de competências e receitas que, até ao momento, não foram concretizadas pelo Governo.

“Esta omissão governamental fragiliza a defesa dos viticultores durienses, deixando a produção sem uma ‘retaguarda’ profissional e institucional num momento de crise no setor”, reafirma o BE.

Acrescentando ainda que a “necessária resolução da dívida da instituição e a clarificação de competências face ao Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP) parecem estar bloqueadas por interesses que empurram o processo para trás, impedindo que a Casa do Douro atue como parceiro no desenvolvimento da região e no equilíbrio entre a produção e o comércio”, conclui o partido.

 


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