Sábado, 18 de Setembro de 2021

Benefício fixado nas 104 mil pipas

Os vice-presidentes do conselho interprofissional do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP) consideraram hoje o benefício de 104 mil pipas para produção de vinho do Porto o “possível” e acusaram o Governo de “demarcar-se da sua responsabilidade social”.

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“O Estado não cumpriu com o seu papel, demarcou-se da responsabilidade social que tem e achamos que nós, produção e comércio, tínhamos que substituir [o Estado] sob pena de o tecido primário ficar muito mau”, sublinhou à Lusa o vice-presidente do conselho interprofissional e responsável pela Associação das Empresas de Vinho do Porto (AEVP) António Saraiva.

Os vice-presidentes do conselho interprofissional do IVDP propunham uma nova reserva qualitativa, à semelhança do que aconteceu no ano passado, mas que atingisse metade do valor, ou seja 2,5 milhões de euros (cinco mil pipas de 550 litros cada).

No entanto, o Ministério da Agricultura disse na quarta-feira à Lusa que o mecanismo de reserva qualitativa para a produção de vinho do Porto em 2021 “não tem condições para ser renovado” e apontou “um aumento significativo das exportações” no primeiro trimestre no setor.

O conselho interprofissional do IVDP decidiu hoje que o Douro vai transformar um total de 104.000 pipas (550 litros cada) de mosto em Vinho do Porto nesta vindima, um aumento de duas mil pipas face a 2020.

Para António Saraiva, está a ser feito “um esforço muito grande” perante uma “capacidade de venda já excedentária”.

Também o vice-presidente do conselho interprofissional e presidente da Federação Renovação do Douro, António Lencastre, apontou que “é em alturas de dificuldade que os dinheiros devem servir”, referindo ainda que “é uma desilusão em relação ao que pretendíamos”.

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