Quinta-feira, 5 de Agosto de 2021
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Câmara aprova moção contra fecho de balcão do BPI

A Câmara de Vinhais aprovou, por unanimidade, uma moção contra o encerramento do balcão do banco BPI previsto para o final de junho, na sede deste concelho do distrito de Bragança.

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O executivo municipal expressa “surpresa e indignação” com a notícia que recebeu, “a 14 de junho”, do “encerramento do Balcão do Banco Português de Investimento (BPI) em Vinhais”.

Na reunião de Câmara realizada hoje, os cinco vereadores, a maioria do PS e dois da coligação PSD/CDS-PP, subscreveram uma moção, na qual manifestam “a sua oposição e repúdio contra este encerramento, bem como a solidariedade com a população do concelho de Vinhais, em defesa dos seus direitos e da manutenção e prestação deste serviço pela referida instituição bancária”.

A autarquia informou hoje também que já tinha encetado “as medidas necessárias para reverter esta posição”, quer junto da administração do banco, quer junto Comunidade Intermunicipal (CIM) Terras de Trás-os-Montes, “manifestando repúdio pelo encerramento deste Balcão e preocupação pela perda de um serviço considerado elementar para a população do concelho de Vinhais”.

O município dá conta de que “não obteve qualquer resposta por parte dos representantes do banco, enquanto a CIM, de que faz parte, manifestou “a sua total preocupação e solidariedade para com o município de Vinhais e a sua população”.

A Câmara de Vinhais dá conta de que a Comunidade Intermunicipal enviou “um subscrito para o Banco de Portugal, respetivos ministérios e administrador do Banco BPI”.

O executivo municipal considera que o encerramento do balcão foi “preparado às escondidas da população e dos órgãos de poder local” e que “é um ataque ao desenvolvimento económico do concelho de Vinhais”.

“E, em particular, um desrespeito pelos direitos dos clientes deste Balcão, dos seus trabalhadores que perderão os seus postos de trabalho e de todos os cidadãos do concelho de Vinhais, em geral”, acrescenta, em comunicado.

A autarquia salienta que “este encerramento acarretará dificuldades acrescidas aos cidadãos com menos recursos, sem transporte próprio e com maiores dificuldades de mobilidade, como é o caso dos idosos e pensionistas”.

“Deste encerramento resultarão, também, prejuízos e dificuldades para o desenvolvimento da atividade mercantil, que os comerciantes e as pequenas e médias empresas desenvolvem, a nível local e regional”, sustenta.

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