A nova rede de transporte a pedido visa colmatar a falta de opções de transporte público nas aldeias da região. Pedro Lima, presidente da CIM, explicou que o serviço terá uma componente permanente, associada ao transporte escolar, e uma vertente inovadora que permitirá a articulação entre câmaras municipais e juntas de freguesia.
“Vai possibilitar uma resposta mais alargada, a nível territorial, e também a nível de maior flexibilidade a nível de horários deste transporte a pedido”, afirmou Lima, destacando a importância da colaboração com os autarcas para atender às necessidades da população.
O autarca esclareceu que nas aldeias onde já existem rotas de autocarro, estas serão mantidas, enquanto nas localidades sem transporte público, o serviço será disponibilizado mediante solicitação dos habitantes. “Uma aldeia que tenha a necessidade de um ou dois munícipes se deslocarem à sede de concelho, num dado dia, há uma articulação para agregar as pessoas com o operador”, exemplificou.
Além disso, será estabelecido um acordo com a Unidade Local de Saúde do Nordeste para que as consultas médicas sejam agendadas no mesmo dia para os utentes da mesma aldeia, facilitando assim o uso do transporte. “Estamos muito satisfeitos, por chegar a este ponto. Foi uma luta de anos, estamos convencidos de que vai funcionar bem”, sublinhou o presidente da CIM.
O projeto, que custará cerca de cinco milhões de euros ao longo de quatro anos, envolve os nove municípios da CIM, incluindo Alfândega da Fé, Bragança, Macedo de Cavaleiros, Mirandela, Mogadouro, Miranda do Douro, Vinhais, Vimioso e Vila Flor. Lima destacou que o custo do serviço será significativo para os concelhos, mas espera uma “majoração positiva” do Governo para apoiar este tipo de transporte.
“Nós sabemos muito bem que se não forem os autarcas a darem esse passo em frente, que ninguém o dará e depois quem é que sofre? É a população”, contestou Lima, referindo que o transporte será “praticamente gratuito” para os utilizadores, que terão acesso a um passe.





