A Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS) expressou a sua solidariedade com os dirigentes presentes nas áreas afetadas pelos fogos que lavram em Portugal.
“Os dirigentes das Instituições de Solidariedade, em geral, e os das zonas mais atingidas pelos incêndios, em particular, têm estado e continuarão a estar vigilantes e ativos na defesa dos seus utentes e têm cooperado diligentemente com as autoridades para encontrar soluções de emergência em muitas situações”, escreve o padre Lino Maia, presidente da CNIS.
Em nota enviada à Agência ECCLESIA, “a CNIS solidariza-se com todos esses dirigentes” e diz estar “em comunhão na sua resiliência e na esperança de um necessário e rápido desanuviamento da situação”.
O padre Lino Maia fala em “dias de alerta, ansiedade e medo” com “a multiplicação de incêndios pelo país”.
Desde julho que Portugal continental tem sido afetado por múltiplos incêndios rurais, sobretudo nas regiões Norte e Centro, num contexto de temperaturas elevadas que motivou a declaração da situação de alerta desde 2 de agosto que se prolonga até terça-feira.
Três pessoas já morreram na sequência dos fogos, que destruíram total ou parcialmente casas de primeira e segunda habitação, bem como explorações agrícolas e pecuárias e área florestal. Segundo dados oficiais provisórios, até 18 de agosto arderam 185.753 hectares no país, mais do que a área ardida em todo o ano de 2024.
A CNIS reagiu também ao falecimento de seis pessoas devido a um incêndio que deflagrou no lar da Misericórdia de Mirandela, tendo manifestado solidariedade para com “o Provedor e demais dirigentes e trabalhadores que têm vindo a dedicar-se com zelo e competência à Santa Casa para uma melhor qualidade de vida de todos os seus utentes”.
“E agora, partilhando a dor dos outros utentes, dos respetivos familiares e dos amigos, sofrem com um acidente que tanto vitimou alguns dos seus utentes como vitimou a eles próprios”, acrescenta.
Também o bispo de Bragança-Miranda enviou uma mensagem de “pesar, proximidade e de esperança” pela situação que causou ainda 25 feridos e que terá começado num colchão anti-escaras, elétrico.




