Nas últimas semanas, através do Serviço Municipal de Proteção Civil e Defesa da Floresta, têm decorrido várias ações de controlo biológico destinadas a travar a propagação deste inseto, como acontece em outros concelhos do distrito de Vila Real.
A vespa das galhas afeta os castanheiros ao provocar a formação de galhas nos gomos e nas folhas, comprometendo o crescimento dos ramos e a capacidade de frutificação das árvores. Entre as consequências mais frequentes estão a redução da quantidade e da qualidade da castanha produzida, o enfraquecimento progressivo dos castanheiros e, em casos mais graves, a morte das árvores.
Para combater a praga, o município está a recorrer à luta biológica, através da libertação do inseto parasitóide específico “Torymus sinensis”, apontado como o método mais eficaz e sustentável no controlo da vespa das galhas. Este ano estão previstas 29 largadas em diferentes zonas do concelho.
O processo funciona de forma natural e seletiva. A fêmea do “Torymus sinensis” localiza as galhas existentes nos castanheiros e deposita os seus ovos junto das larvas da vespa. Após a eclosão, as larvas do parasitóide alimentam-se das larvas da praga, eliminando-as no interior da galha, sem causar impactos negativos no ecossistema envolvente.
Segundo a autarquia, os resultados obtidos nos últimos anos têm sido positivos, verificando-se uma redução visível da presença da praga em várias áreas intervencionadas. O município pretende, por isso, dar continuidade a este trabalho de forma regular e controlada, numa estratégia de proteção dos soutos e de apoio aos produtores de castanha do concelho.
A castanha continua a assumir um papel relevante na economia agrícola local, sendo a preservação dos soutos considerada essencial para a sustentabilidade do setor.




