O produto, denominado “Bio Span”, regista já uma grande procura. Esta novidade volta a despertar a atenção do sector vinícola, onde poderão ser aproveitadas as várias utilizações do vinho, não se reduzindo apenas a uma bebida alcoólica.
Sendo a região do Douro uma grande produtora de vinho, a variedade de finalidades deste néctar, desde a cosmética até à parte medicinal, pode ser uma mais-valia para o futuro do sector produtivo. José Manuel Santos, presidente da União das Adegas Cooperativas da Região Demarcada do Douro, UNIDOURO, considera que os comprimidos de vinho tinto são “mais uma forma de aproveitamento de um dos componentes mais nobres do vinho”. “Cada vez mais, a estratégia passa por produzir aquilo que o mercado compra e não aquilo que queremos produzir. Portanto, o sector cooperativo tem aqui um desafio pela frente e poderá variar o seu portfólio de produtos, não se cingindo apenas ao vinho. Será um projecto futuro, que poderá trazer outra rentabilidade”.
Como o Douro produz muito vinho e, por vezes, há excedentes, tudo passará pela aposta em meios tecnológicos para obter vários derivados do vinho, “num processo que o Estado também terá de apoiar”. Porém, os especialistas alertam para o facto de ainda não estarem comprovados os efeitos anunciados, salvaguardando que estes comprimidos não deverão substituir uma dieta alimentar saudável, nem a prática regular de exercício. O resveratrol protege também dos malefícios das gorduras e das doenças cardiovasculares, porque reduz o colesterol e a elevada pressão sanguínea. Os médicos sublinham que a dose diária não deverá ultrapassar os 50 miligramas. Depois dos sabonetes de vinho e do arroz de borras, os comprimidos de vinho tinto prometem fazer furor.




