Quarta-feira, 20 de Outubro de 2021

Contrato de desenvolvimento social terá como prioridade os mais jovens

Designado CLDS PI+PA 3G, o projeto tem um apoio global que pode chegar aos 425 mil euros, que a equipa “irá tentar aproveitar ao máximo”, realizando as 50 ações que podem abranger não só o concelho de São João da Pesqueira mas também concelhos vizinhos

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Já está no terreno o novo Contrato Local de Desenvolvimento Social (CLDS) que tem como objetivo promover a inclusão social e o combate à pobreza, mas desta vez a prioridade será a população mais jovem, no entanto também irá abranger outras faixas etárias.

A apresentação do CLDS PI+PA (Promover e Inovar mais Perto do Amanhã), de terceira geração, decorreu na tarde de terça-feira, no Museu do Vinho, em São João da Pesqueira, em que participaram muitos dos parceiros do projeto, que terá três anos de implementação, num montante global de apoio a rondar os 425 mil, montante que está dependente dos objetivos das várias ações a realizar.

O padre Amadeu Castro, presidente do Centro Social e Paroquial de Trevões, entidade gestora do CLDS, espera que os resultados sejam idênticos ao primeiro projeto que foi implementado no concelho. “Se isso acontecer, já será uma mais-valia, à semelhança do que aconteceu no anterior”, sublinhou o pároco, adiantando ainda o exemplo de sucesso da Associação Bagos D’ouro e da Capital Douro, que surgiram no primeiro PI+PA. “Foi necessário procurar entidades privadas que dessem a visibilidade e aqui destaco o papel da Luísa Amorim, que foi uma mais-valia fundamental para os projetos caminharem sozinhos. Realço ainda o enorme grupo de parceiros no Douro, que vai colmatando as necessidades das nossas crianças em quatro concelhos (Sabrosa, Tabuaço, São João da Pesqueira e Alijó)”.

Em tempo de crise, segundo Amadeu Castro, o grande desafio no PI+PA 3G será “chamar cada um de nós à nossa responsabilidade social” e não esperar sempre pelas ajudas do Estado. “Não sei como será o futuro, mas posso garantir que este ano conseguimos mais parceiros, o que é preponderante para atingir os nossos objetivos”. Além disso, o padre nota que para além das necessidades financeiras, há cada vez mais carência de valores na sociedade, como a partilha e a solidariedade. “O projeto quer ir mais longe e tentar mudar comportamentos”.

O PI+PA 3G traz novidades como nos explicou o coordenador Eduardo Pinto. “A Segurança Social identificou, no concelho, jovens empobrecidos e por isso a maior parte das nossas ações é direcionada aos mais jovens”. Como exemplo destas ações, este responsável sublinhou que a unidade móvel terá de ser dotada de competências que antes não existiam e a loja social irá ter novas valências. “Vamos ter alimentos, roupas não só para os adultos mas também para as crianças. A nossa missão será, em parceria com os serviços sociais da Câmara Municipal, identificar primeiro as pessoas que precisam desses serviços e depois levá-las, de uma forma reservada, à loja social”, disse Eduardo Pinto, adiantando ainda que todos os casos são tratados com a “máxima discrição”.

No próximo ano decorrerão várias ações de recolha de alimentos e vestuário para dar resposta às necessidades.

Haverá ainda uma nutricionista que “vai fazer o acompanhamento das crianças, porque nas escolas às vezes não se alimentam tão bem como deveriam”, salienta Eduardo Pinto. Estão ainda programadas ações sobre higiene oral, tudo em concertação com os agrupamentos de escolas.

Além do coordenador, a equipa do PI+PA 3 G tem um psicólogo, uma socióloga, uma enfermeira e uma gerontóloga, que nos próximos três anos vão ajudar quem mais precisa.

A enfermeira e a gerontóloga foram agora afetas ao projeto de forma a darem resposta à unidade móvel nas diversas localidades, “uma vez quetêm um calendário bastante apertado, porque têm que percorrer as onze freguesias e os lugares de S. João da Pesqueira, durante a semana”, além disso ainda “terão de contemplar as ações direcionadas às crianças”, concluiu Eduardo Pinto.

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