Sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2026
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Levi Leandro
Levi Leandro
Engenheiro. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

Controlar Vila Real, com oposição que não se vê…

Todos temos a obrigação de combater a corrupção, o tráfico de influências e o nepotismo.

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Presidente

Que “força” terá sido aplicada a Alexandre Favaios (AF) para nomear José Silva, presidente da Vila Real Social (VRS). Porque se trata de uma nomeação, não de uma eleição. É assim que o Ministério Público (MP) entende. AF, enquanto vereador designado pela autarquia para representar a CMVR na assembleia geral da VRS, apenas ele vota, na lista que ele mesmo propõe. Tudo o resto é retórica para incautos.

Arguidos

Em novembro passado, o Jornal de Notícias (JN) noticiou que o Departamento de Investigação e Ação Penal do Porto, do MP, acusa Rui Santos de quatro crimes por, alegadamente, ter usado a VRS para fins “alheios ao interesse público”. Resumidamente, é suspeito de ter “colocado ou mandado colocar” na presidência da VRS duas pessoas “para satisfazer interesses próprios, ligados às suas ambições políticas e às do partido a nível concelhio”. Mas acredito na presunção de inocência.

As duas pessoas igualmente arguidos são Domingos Madeira Pinto (DMP) e José Maria Magalhães (JMM), ambos ex-vereadores executivos do PSD e do PS, respetivamente. Segundo o MP, DMP não terá formação académica nem experiência profissional na área social, enquanto JMM estará impedido de estabelecer nova vinculação com entidade pública. Situação similar à de Eugénia Almeida, que foi nomeada diretora da Segurança Social de Vila Real, e posteriormente, exonerada. JMM terá sido nomeado como “recompensa” por ter cedido o cargo de vereador, ao atual presidente. JMM esteve na VRS entre 2021 e 2023, com salário, já o devolveu? De 2023 a 2025, por amor à causa social, esteve em regime pro bono, um autêntico filantropo.

Escutas

O JN, relata que, nas escutas, Rui Santos terá referido a um ex-presidente de uma empresa municipal que era necessário “controlar Vila Real”. O mesmo assunto terá sido abordado com José Silva, presidente da concelhia do PS de Vila Real. A amizade entre ambos é antiga e conhecida e, alegadamente, terá sido de Rui Santos “a força” que nomeou o amigo Zé, presidente da VRS.

Uma funcionária da CMVR, alegadamente escutada por acaso, terá afirmado que ficou estarrecida com o que ouviu.

Vila Real Social

A estrutura orgânica das empresas municipais, como é a da VRS, é facilmente adaptada aos interesses partidários favorecendo o nepotismo e alegadamente o tráfico de influências. A perceção que fica desta empresa é que é totalmente inútil e representa custos de funcionamento para os munícipes dos quais não se obtém qualquer retorno social.

O MP acusa DMP, que esteve oito anos como vereador executivo, de não ter formação académica e experiência na área social. A nomeação de José Silva, também sem formação académica e sem experiência profissional na área social, mais parece uma afronta ao MP. A impunidade é o princípio do fim da democracia.

Concluo com uma frase de Sérgio Godinho: “Que “força” é essa amigo, que te põe de bem com os outros e de mal contigo”?

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