DIOCESE
A diocese de Vila Real prepara-se, pelo que se lê nas redes sociais, para vender parte do terreno do santuário da Nossa Senhora de Lurdes, em Folhadela. O senhor Bispo de Vila Real parece ser uma pessoa com espírito empresarial, pois entre vendas e alugueres de imóveis da diocese, já vai no terceiro negócio e prepara-se para fazer o quarto. Consta-se que o comprador é um empresário que tem construído bastante em Vila Real.
Alegadamente, este terreno foi doado pelo Monsenhor Jerónimo do Amaral para a construção do santuário da Nossa Senhora de Lurdes. Será que a vontade do doador não é mais exequível? Desconheço o teor da escritura, mas tenho a certeza que o senhor Bispo a conhece e sendo um ciente e cumpridor da lei, a venda poder-se-á fazer, só que também se pode colocar aqui um problema que é o de cumprir o desejo de alguém que confiou nos homens. Vivemos um momento em que a Igreja Católica tem tido vários problemas…, como o mundanismo e a apostasia, etc. e citando o Papa Francisco que afirmou: “a Igreja não se pode afastar da simplicidade, e esta não deve ceder ao medo, ao desencanto, ao desânimo e às lamentações” e, disse “… talvez a igreja se tenha mostrado distante demais das necessidades dos homens, pobre demais para responder às suas inquietações, fria demais, prisioneira de sua própria linguagem rígida e que isso propiciou o abandono de muitos”… Um Santuário não é coisa de somenos, é um espaço sagrado para onde os fiéis convergem por devoção. É um espaço de proteção comum.
MISERICÓRDIA
As Misericórdias nascem em Portugal fundadas nos valores religiosos, têm também o propósito de um serviço desinteressado e abrangente aos diversos problemas sociais e humanitários da sociedade.
Com uma permanência exemplar ao longo de gerações, as Misericórdias baseiam a ação num dinamismo de forte identidade e na firmeza convicta da sua missão. Identidade que lhes confere uma singular forma de estar e um modelo organizativo bem estruturado e sólido. Presumo que estes princípios ainda se mantêm nos tempos de hoje… Consta-se que na de Vila Real o ambiente, entre alguns colaboradores, estará um pouco pesado, alegadamente, devido a situações que não deveriam ter existido. Acredito no bom senso de alguns mesários para que, de forma ponderada e sensata, não penalizem quem não teve qualquer interferência nos acontecimentos ocorridos….
Termino com uma citação de Wander Simões de Oliveira: “Sempre que puder fazer o bem, faça. Quando só é possível fazer o mal, não faça nada”.




