A empresa foi questionada sobre o sucedido e, por -mail, fala num “mal-entendido” e lamenta o sucedido.
“A Administração da produtora de cogumelos CUGA lamenta um incidente ocorrido durante um plenário de trabalhadores esta manhã na sua unidade de Benlhevai, Vila Flor, no qual um grupo de trabalhadores estrangeiros foi chamado para voltar ao trabalho depois da pausa para descanso. Essa chamada partiu da suposição errada que os trabalhadores não queriam participar no plenário por perceberem mal português – um lapso que a empresa garante que não voltará a ocorrer, e do qual já se justificou aos trabalhadores em causa e aos delegados sindicais”, lê-se na nota.
“Um supervisor daquela unidade, sem consultar a sua chefia ou os Recursos Humanos da empresa, acreditou que os trabalhadores em causa não iriam participar no plenário que estava a decorrer no refeitório e foi chamá-los para regressarem ao trabalho”, afirma Luísa Boaventura, citada em comunicado. A responsável pelos Recursos Humanos da CUGA garante que “este supervisor já foi advertido pelo facto de ter agido erradamente com base em suposições que não verificou”.
Recorde-se que o sindicato viu este comportamento como uma “violação grave dos direitos fundamentais dos trabalhadores”, classificando-o como um ato de “discriminação e segregação” e acusou a empresa de, “hipocritamente, se apresentar publicamente como exemplo de “multiculturalidade”, ao mesmo tempo que, na prática, promove a divisão, o medo e a discriminação no local de trabalho”.
Em resposta, a CUGA garante que “nunca colocou qualquer obstáculo à participação dos trabalhadores nos plenários, pelo contrário: tem garantido as condições para que estes decorram da melhor forma”. Segundo Nuno Pereira, CEO da CUGA, “o que sucedeu hoje foi apenas um mal-entendido, prontamente corrigido e que não voltará a suceder”.



