Durante a celebração, o arcebispo de Braga pediu “tanto quanto possível”, a abertura do processo de canonização de Alzira Sobrinho, fundadora da Congregação das Servas Franciscanas Reparadoras de Jesus Sacramentado, assinalando os 40 anos da sua morte, ocorrida a 10 de junho de 1982.
“É um modelo daqueles que confiam plenamente em Deus e não se deixam vencer pelos temores humanos, pelas dificuldades da vida, pelas contrariedades, pelas perseguições e, de facto Alzira Sobrinho é modelo de firmeza, uma mulher que sabe o que quer e que não desiste até ao fim do fim”, indicou D. José Cordeiro, durante a homilia da celebração.
O arcebispo de Braga assinalou o testemunho de Alzira Sobrinho e também de Maria Augusta Martins, “duas mulheres grandes de Pereira, cujo empenho se fundou a Congregação das Servas Franciscanas Reparadoras de Jesus Sacramentado, convidando-as a ser pão para os outros”.
O carisma da congregação, fundado em 1950, em Bragança, assume a “imitação da Santíssima Virgem para que se faça a vontade do Senhor”, servindo “os irmãos na realização da inefável vontade salvadora do Pai”, e como franciscanas assumindo a “pobreza, humildade e simplicidade”.
“Queremos ser testemunhos de fraternidade verdadeira, pela comunhão de vida, de sentimentos e de bens. Como reparadoras de Jesus sacramentado queremos viver o espírito de adoração e reparação, mediante uma fé profunda na Presença Real, uma sólida devoção Eucarística e a oblação da nossa vida a Jesus Eucaristia”, pode ler-se na apresentação do carisma da congregação.
As religiosas promoveram a I Jornada de Espiritualidade Eucarística, como forma de assinalar os 40 anos do falecimento de Alzira da Conceição Sobrinho.
A fundadora, “que adotou o nome religioso de Ir. Maria de S. João Evangelista”, esteve no centro do programa que quis apresentar “a sua figura, os traços místicos e devoção ímpar à Eucaristia”.
Os trabalhos contaram com a presença do cónego Silvério Benigno Pires, que apresentou a biografia da fundadora da Congregação das Servas Franciscanas Reparadoras, e de Pedro Sinde, que começou a trabalhar “nos escritos de Alzira Sobrinho”.


