“Começou tudo há mais ou menos 33 anos. Eu era funcionário e depois passei para sócio, com a dona Maria do Céu Pires. Nessa altura só vendíamos produtos para pecuária, daí o nome da empresa (Mirandela e veterinária)”, recorda, acrescentando que “como sempre gostei da parte agrícola, comecei a trabalhar os produtos agrícolas. Entretanto, fiquei com todas as quotas e foi a partir daí que a empresa se começou a desenvolver”.
Com vários espaços espalhados pela região, a primeira loja abriu portas na Rua da República, em Mirandela. Mais tarde surgiu o armazém, que é também a atual sede da empresa, na estrada que liga Mirandela a Vila Flor, mais precisamente no cruzamento de São Salvador. Com o passar dos anos, o negócio expandiu para Carrazeda de Ansiães, Favaios, Torre de Moncorvo e, brevemente, haverá também um espaço em Murça.
“São locais em que havia oportunidade de negócio neste setor e nós aproveitámos”, indica o empresário.
Para Artur, “hoje em dia todos os setores são difíceis”, confessando que “o sucesso é resultado de muito sacrifício, muitas horas de trabalho e muita dedicação, não só da minha parte, mas também dos meus filhos e de todos os funcionários, que eu considero família”.
“O sucesso é resultado de muito sacrifício, muitas horas de trabalho e muita dedicação”Artur Januário
Quanto aos desafios, passam por “fazer as melhores apostas”, com pés bem assentes no chão.
Ao seu lado tem tido, nos últimos anos, os filhos. “O meu filho começou a trabalhar comigo aos 18 anos, a minha filha já cá está há 10 anos e o meu genro também trabalha connosco. É uma empresa familiar em que, graças a Deus, posso estar descansado porque vou ter sucessores mais qualificados que eu”, afirma.
O facto de serem mais novos “faz com que tenham outra visão do negócio, principalmente a nível informático”, salienta.
Com um volume de negócios na ordem dos sete milhões de euros, a Miravet dedica-se ao comércio de produtos para a agricultura e pecuária, compra e venda de máquinas agrícolas, rações e suplementos para animais, adubos, produtos para a proteção das plantas, sementes e sistemas de regas. Atualmente dá emprego a 29 pessoas, um número que deverá subir quando abrir portas a loja de Murça.






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