Quinta-feira, 15 de Janeiro de 2026
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RegiãoDiferença na fatura da água entre concelhos do distrito de Bragança chega aos 260 euros

Diferença na fatura da água entre concelhos do distrito de Bragança chega aos 260 euros

Freixo de Espada à Cinta, Torre de Moncorvo e Bragança são os três concelhos do distrito com fatura mais elevada referente ao abastecimento de água, saneamento e resíduos sólidos

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Os habitantes de Freixo de Espada à Cinta pagam anualmente mais 262 euros do que quem reside em Vila Flor na fatura, para consumos semelhantes de água.

É esta a conclusão a que chegou a DECO Proteste, que analiso a dispersão tarifária nos 308 municípios do país. A entidade esclarece que, no distrito de Bragança, os concelhos com preços mais elevados são Freixo de Espada à Cinta (376,15€ por 120m3), Torre de Moncorvo (373,15€) e Bragança (306,36€). Já os concelhos mais baratos são Vila Flor (114,00€), Vinhais (161,52€) e Miranda do Douro (173,27€).

Assim o intervalo de variação da fatura global da água, que inclui abastecimento, saneamento e resíduos sólidos urbanos, nos 12 municípios para consumos anuais de 120 m3 é de 262,15 euros entre o município com preço mais elevado (Freixo de Espada à Cinta) e mais baixo (Vila Flor).

Apesar do cenário ser considerado “preocupante” pela DECO, a partir de 2026 prevê-se maior harmonização tarifária através da atuação da ERSAR.

A Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor analisou a dispersão tarifária a nível nacional, tendo concluído que “os serviços de abastecimento, saneamento e resíduos sólidos atingem uma diferença de 400euros na fatura global, entre concelhos do continente para o mesmo consumo de 120 m3 anuais”. No caso de o consumo anual ser de 180 m3, “esta disparidade entre concelhos com a fatura global mais baixa e a mais alta intensifica-se para mais de 650 euros de diferença”.

A DECO PROteste diz “não encontrar justificações válidas para estas disparidades, que não se explicam apenas por diferenças nos investimentos em reabilitação de redes ou por ineficiências na gestão dos sistemas” e alerta ainda para a “insustentabilidade financeira de alguns serviços, com coberturas de gastos muito baixas, o que também não é desejável”.

Acredita, assim numa futura harmonização de preços, com o reforço dos poderes da ERSAR na regulamentação tarifária a partir de 2026 e, ao mesmo tempo, rejeita aumentos de preços baseados em ineficiências, secas ou inundações, defendendo uma maior justiça no acesso a serviços essenciais.

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