A Região Demarcada e Regulamentada mais antiga do Mundo, para que se reafirme e para que ninguém ouse esquecer-se, é o… DOURO.
O Douro não pode ser uma região adúltera que misture o sublime com o quebrar da esquina, só para satisfazer seus donos, muitos deles efémeros, trilhando um caminho de definhamento e impessoalidade. Não somos momentos ou oportunidades conjunturais, somos únicos. SOMOS DOURO.
Este sentimento enraíza-se na vontade, desejo e desafio de respeitarmos os nossos limites, aceitar o que nos baste. Que nos baste, mas que seja só nosso, que seja endógeno, que seja sangue, suor e lágrimas durienses. Somos a região demarcada e regulamentada mais antiga do mundo. Será que não podemos exigir esse respeito?
Douro distinto é o que vem dos socalcos, da terra que pisamos, das videiras que convivem (vivem e morrem) connosco, do fruto que por cá colhemos.
Não deveremos nós relembrar que o Douro é finito? Por isso pensar DOURO tem de ser compromisso. Não concorda?
E neste pensar Douro, emerge a sua figura principal, o seu cuidador, o ilustre TRABALHADOR DA VINHA, encarnado nos homens e mulheres que cuidam “do Oiro”, ano após ano, novidade após novidade, sempre com a mesma dedicação, sempre com o mesmo amor e carinho pelas cepas que fazem nascer, e que nunca quiseram ver morrer. Homens e Mulheres que constroem com mãos rudes e gretadas a magnífica paisagem.
Merecem que se cuide deles. E BEM.
Merecem que se lhes garanta os direitos sociais e cívicos que lhes são devidos. Eles que são os responsáveis por hoje podermos falar Douro. Para todos eles, sem exceção, o meu reconhecimento e apreço, ou melhor, para todos eles, o nosso reconhecimento, apreço e gratidão.
Aceita este compromisso de cuidar de quem nos cuida?
Eu aceitei o compromisso de honrar a padroeira do Douro, Santa Marta, e respeitar a criação de Frei João de Mansilha.






