Manuel Reis Campos, presidente da AICCOPN, revela que, nos últimos anos, este défice “agravou-se significativamente com o aumento muito expressivo da população residente”.
Portugal tem vindo a acolher centenas de milhares de novos residentes, em resultado do fluxo de imigração, ao qual se juntam o crescimento do turismo e o aumento da atratividade das áreas urbanas. “Este forte acréscimo populacional reflete-se diretamente na falta de habitação disponível, intensificando a pressão sobre o mercado, tanto no segmento da habitação própria como no mercado de arrendamento, onde a escassez de oferta se tem traduzido numa subida contínua dos preços das casas e das rendas”, explica Manuel Reis Campos, adiantando que a resposta do setor da construção “é condicionada pela morosidade dos processos de licenciamento — que, segundo um estudo recente da Comissão Europeia, é das mais elevadas entre os países da União Europeia —, pela escassez de solo urbano disponível, pela carga fiscal excessiva e pelos crescentes custos de produção. Acresce que o próprio processo construtivo, pela sua complexidade e pelas exigências técnicas e administrativas associadas, é intrinsecamente demorado”.
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