A comitiva vila-realense integrou 19 atletas, acompanhados por dois treinadores e um diretor, numa participação marcada pelo espírito de união, qualidade de jogo e grande determinação ao longo de toda a competição.
Depois de uma fase de grupos consistente, a ADCE Diogo Cão avançou para os quartos de final, onde venceu a formação do Canicense, garantindo o apuramento para as meias-finais. Nesta fase, voltou a demonstrar a sua superioridade ao derrotar o AD Machico, assegurando um lugar na grande final.
O derradeiro encontro colocou frente a frente a ADCE Diogo Cão e o CD Nacional da Madeira, num jogo intenso entre as duas melhores equipas do torneio. Desde os primeiros minutos, a equipa de Vila Real evidenciou uma organização exemplar e uma intensidade de jogo superior. Jesus Mota inaugurou o marcador cedo, numa brilhante jogada individual, ultrapassando vários adversários antes de rematar com força e colocação para o 1-0.
Mantendo o ritmo elevado, a formação transmontana ampliou a vantagem pouco depois: na sequência de um pontapé de baliza, Lucas Carvalho colocou a bola no meio-campo, onde Francisco Grácio a recebeu, progrediu pela ala esquerda e, já dentro da área, finalizou com precisão para o 2-0.
A solidez defensiva da ADCE Diogo Cão continuava a fazer a diferença e o 3-0 surgiu com naturalidade, após um pontapé de canto. A bola sobrou para a entrada da área, onde Jesus Mota voltou a aparecer para finalizar com eficácia. Ainda antes do intervalo, o CD Nacional reduziu, através da marcação direta de um canto, fixando o resultado em 3-1 ao descanso.
A segunda parte revelou-se mais equilibrada, com o CD Nacional a procurar reagir e a criar perigo, chegando mesmo a acertar na trave. Pouco depois, na sequência de uma falta a meio-campo, a equipa madeirense reduziu para 3-2, relançando a incerteza no resultado.
Contudo, a resposta da ADCE Diogo Cão não tardou. A equipa voltou a assumir o controlo do jogo e a intensificar o seu ataque. Numa falta do lado esquerdo, Tomás Teixeira esteve perto de marcar, com um remate colocado ao ângulo superior direito, obrigando o guarda-redes adversário a uma defesa de grande nível para canto.
Foi precisamente na sequência desse canto que surgiu um dos momentos mais marcantes do torneio: a bola foi enviada para o coração da área, onde Jesus Mota, com enorme inspiração, executou um pontapé de bicicleta perfeito, fazendo o 4-2. Um golo de belo efeito que levou os adeptos à loucura, celebrando efusivamente com a equipa que viajou de Vila Real até à Madeira.
Com esta vitória, a ADCE Diogo Cão conquista, “com todo o mérito”, o São Vicente Cup 2026, coroando uma participação memorável e reforçando o “excelente trabalho desenvolvido na formação do clube”.


