Sábado, 17 de Janeiro de 2026
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“Escondi a doença de muita gente, porque a minha preocupação era o campo”

A presidente do Sporting Clube da Cumieira, Isabel Morais, foi a convidada programa Bola ao Centro.

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A paixão pelo desporto-rei vem desde muita nova, uma vez que a família sempre esteve ligada ao futebol. “O meu pai e o meu irmão jogavam futebol, o pai do meu filho também, e depois o meu filho Miguel ainda joga. Ia sempre ver os jogos do meu pai, em que me levava o meu vizinho e foi assim que nasceu esta paixão”, conta, adiantando que esteve cerca de 15 anos fora de Vila Real e mais afastada do futebol. Entretanto, veio para Vila Real e foi convidada pelo presidente do SC Cumieira para ser vice-presidente. “Houve alguns conflitos entre os dois e ele saiu. Houve uma reunião da direção e colocaram o meu nome em cima da mesa e aceitei. Estou à frente do clube há cerca de 10 anos”.

O clube tinha apenas juvenis, mas acabaram por arriscar e formaram uma equipa de seniores. “O Rui Gonçalves conseguiu muitos jogadores a custo zero, só havia prémios de jogo. E começou por aí este projeto que está cada vez mais consolidado”.

Durante duas épocas, o clube teve de “andar com a casa às costas”, mas a colocação de um relvado sintético era um objetivo que tinha de concretizar. “Foi muito difícil não ter o campo para treinar e jogar, a minha casa era a lavandaria, onde estava todo o material.

Mas ver o campo da Flávia pronto, foi uma enorme conquista, porque foi o maior objetivo que coloquei para mim própria. E fico emocionada sempre que falo nisso, porque, apesar de ter sido muito feliz no pelado, as condições agora são totalmente diferentes”.

Isabel Morais diz que está no SC Cumieira “por paixão”, porque ama aquilo que faz. “Faz todo o sentido para mim estar lá, amo aquilo que faço, nem que tenha de lavar a roupa dos jogadores. O futebol é um motor, que me ajudou muito no processo da doença que tive. A notícia teve impacto, mas a minha preocupação foi com as obras. Escondi a doença de muita gente, porque a minha preocupação era o campo. Era aquilo que me ocupava a cabeça e fiz da minha vida o mais normal possível. Agarrei-me a isso de ter de concluir as obras, nem pensava na doença. O meu grande suporte foi o meu pai e o Rui, mas também o Jorge, o Tiago, que têm sido incansáveis”.

Agora, a presidente quer dar dignidade ao que falta, como umas bancadas. “O balneário está agradável. Faltam as bancadas”.

A nível desportivo, admite que quer formar equipas cada vez mais competitivas. “O Rosário vai continuar a orientar os seniores na próxima época, em que queremos consolidar a equipa”.

Com 210 sócios, a presidente diz que os atletas da formação “não pagam nada” e os sócios só pagam 20 euros por ano. “Com o campo renovado, tivemos mais pessoas a associar-se”.
A entrevista está disponível, na íntegra, nas páginas de Facebook e Youtube do jornal A Voz de Trás-os-Montes, no site ou em podcast, através do Spotify.

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