Quarta-feira, 14 de Janeiro de 2026
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Vila RealForçaram a entrada na igreja de Mouçós e danificaram sacrário

Forçaram a entrada na igreja de Mouçós e danificaram sacrário

O pároco Márcio Martins confirmou que nada foi levado pelos intrusos, apesar de terem danificado um sacrário que tinha sido restaurado recentemente e se encontra na sacristia.

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A igreja paroquial de Mouçós foi arrombada e foi danificado um sacrário que se encontrava na sacristia, confirmou o pároco Márcio Martins. Também uma porta da residência que ladeia a igreja, onde se dá catequese e se encontra o escritório usado pelo pároco, foi forçada na mesma altura e vários objetos deslocados, apesar de nada ter sido furtado.

O caso deu-se entre 7 e 8 de dezembro, com o alerta a ser dado pelo sacristão da paróquia de Mouçós no feriado. Os intrusos danificaram uma porta na casa e entraram por uma janela que dá acesso ao espaço interior. Nas várias salas, que servem para catequese, por exemplo, revistaram e tiraram do sítio vários objetos, como livros, deixando para trás artigos de algum valor, como os computadores e um televisor.

Na “residência forçaram a porta de lado”, sublinhou o pároco de Mouçós à VTM. “Fizeram um buraco, depois subiram por uma janela interior, de uma sacada e entraram”.

O padre Márcio Martins adiantou ainda que “tiraram tudo, os livros e até uma recordação que foi oferecida por uma força militar que esteve destacada na Roménia, arrancaram a inscrição a pensar, talvez, que fosse cobre e depois deixaram no chão. Está aqui um computador e não levaram nada”.

Na igreja, a porta que dá acesso à sacristia foi forçada e por lá entraram. Os armários foram abertos e revistados, mas o pior aconteceu com o sacrário que foi danificado. Este tinha sido restaurado há 3 anos e costuma ser usado durante a Semana Santa. Mesmo faltando a avaliação para o arranjo agora necessário, Márcio Martins admite que o prejuízo possa ascender a mais de 1000 euros.

“Na igreja há prejuízo material. Um sacrário que tínhamos restaurado há 3 anos, quando fizemos as obras do antigo altar, e que estava na sacristia, como não tiveram acesso à chave, que estava lá mesmo ao lado, mas não a viram, e rebentaram a porta”. Sem terem levado nada da sacristia, também o sacrário da igreja foi aberto e “espalharam o Santíssimo”, diz o pároco.

Márcio Martins admite que toda a paróquia ficou ressentida com este caso. Para o pároco há uma certa “desilusão que nos assaltaram aquilo que é de todos”.

A Guarda Nacional Republicana está agora a investigar o caso, após recolher indícios em ambos os locais.

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