O primeiro prémio do concurso de fotografia “De Montesinho ao Douro: Gentes e Paisagens”, lançado pela Fundação Caixa de Crédito Agrícola (CA) do Alto Douro, foi atribuído a Paulo Nunes, revelou hoje a instituição em comunicado. Residente em Lisboa, com família em Guadramil, Bragança, é visitante frequente de Trás-os-Montes e grande admirador das festas e tradições locais. A fotografia que tirou dos caretos de Grijó de Parada, com o título “Luz de Natal”, acabou por lhe valer o primeiro lugar e o prémio de 2.500 euros. “É uma fotografia das Festas de Santo Estevão, tirada numa adega com dois caretos e os mordomos da festa”, refere, acrescentando que o território é excelente para a fotografia, não apenas pela paisagem natural, mas também “pela sua genuinidade e tradições”.
“Valorizar o património humano, cultural e paisagístico do território”, foi o objetivo do concurso de fotografia, promovido pela Fundação Caixa CA do Alto Douro, que abrange oito concelhos: Alijó, Murça, Sabrosa e Valpaços (distrito de Vila Real) e Vinhais, Bragança, Macedo de Cavaleiros, Mirandela (distrito de Bragança).
Ao concurso lançado pela primeira vez em finais de 2022 foram submetidas mais de 50 fotografias, de fotógrafos, sobretudo, amadores, de todo o país.
Fábio Cunha foi um deles e conseguiu o segundo prémio. A fotografia que intitulou “Paisagem Sombra”, retrata o abraço de duas mulheres idosas, vestidas de negro, foi merecedora do segundo lugar, que corresponde a um prémio no valor de 1.500 euros.
José Alexandre, com 24 anos, vive em Famalicão, mas vai muitas vezes a Bragança por ter um amigo a estudar no Instituto Politécnico de Bragança. No entanto, a foto com que ganhou o 3º lugar no concurso, e lhe valeu um prémio no valor de 1.000 euros, foi captada a partir do miradouro do Ujo, em Alijó, revelando o “misterioso Vale do Tua”. “Estava algum nevoeiro o que deu ali um misticismo diferente”, refere o autor, que deu a fotografia o nome de “Vale Sibilino”.
Egídio Santos, fotógrafo profissional e porta-voz do júri, sublinhou a dificuldade de escolher as melhores, entre “mais de 50 fotografias, com temáticas muito distintas”, tendo sido atribuídas três menções honrosas, sem prémio monetário, mas com mérito reconhecido, às fotografias apresentadas por José Amaral, Luís Ribeiro e Ricardo Ramos.
Cândida Braz, presidente da Fundação Caixa CA Alto Douro, destacou a expressiva participação nesta primeira edição e revelou uma enorme vontade de manter este concurso. “Para além do apoio social, consideramos importante contribuir para a valorização cultural. Tudo o que seja promover a interior, a sua gente, a paisagem natural e a etnografia nos interessa”, refere, citada em comunicado, admitindo que as fotografias deste concurso poderão ser alvo de mais alguma ação. “Ainda não decidimos o que fazer, para já vamos fazer a impressão e depois pensar, eventualmente, numa exposição ou num livro, mas precisamos de ajuda de fotógrafos profissionais para podemos avançar”, disse.
Paulo Martins, presidente do Conselho de Administração da Caixa de Crédito Agrícola do Alto Douro, sublinhou a importância de transmitir “amor em qualquer forma de expressão artística”.




