A iniciativa, que tem como objetivo promover “o equilíbrio entre o mundo online e offline, abordando os riscos associados ao uso excessivo de redes sociais, videojogos e apostas online”, que decorre já está no terreno e termina a 31 de julho de 2027
Segundo a fundação diocesana, o projeto vai utilizar “a arte do teatro como ferramenta educativa e transformadora”.
“Cerca de 150 jovens, provenientes de contextos vulneráveis, participarão de laboratórios colaborativos em áreas como dramaturgia, cenografia, dança e música, culminando na criação de uma peça de teatro que aborda os desafios do uso da tecnologia”, pode ler-se na nota enviada à Agência Ecclesia.
O projeto XPTO responde às crescentes preocupações com o impacto da tecnologia na vida dos jovens. “Queremos que esta geração esteja preparada para aproveitar as oportunidades do mundo digital, mas de forma equilibrada e consciente”, salienta a equipa responsável.
Segundo a Fundação Casa de Trabalho – Patronato de Santo António, o “projeto destaca-se pela metodologia participativa, sistémica e comunitária, envolvendo não apenas os jovens, mas também suas famílias e a comunidade escolar”.
“A solução inclui sessões psicoterapêuticas individuais, intervenções pedagógicas familiares e atividades grupais que estimulam competências sociais e emocionais”, explica o documento.
Até ao final do programa, espera-se que 70% dos participantes adotem práticas tecnológicas mais saudáveis.
A equipa de trabalho do projeto é de caráter multidisciplinar composta por uma psicóloga a 100%, uma professora a 50%, um gestor e avaliador de Impacto Social a 50% e cinco monitores da área das artes.
Esta é uma iniciativa desenvolvida no âmbito do programa operacional Portugal Inovação Social, através do Programa Regional Norte 2030, e cofinanciado pelo Fundo Social Europeu e conta com o apoio de instituições públicas e privadas, incluindo o Banco BPI e a Fundação “la Caixa”, a Cáritas Diocesana de Bragança-Miranda, a PA Insurance e a União das Freguesias de Sé, Santa Maria e Meixedo (UFSSMM).
Os principais parceiros do projeto serão as escolas do distrito onde irá incidir a intervenção.


